30.4.11

Linkes e Softwares Imortantes para Portadores de Necessidades Especiais


A Universidade Caxias do Sul oferece este guia.
Vale a pena pesquisar, anotar e divulgar!




As Pessoas com Deficiência, o Mercado de Trabalho e as Empresas.

A lei de inclusão de pessoas portadoras de necessidades especiais (PNE) ao mercado de trabalho (também conhecida como Lei de Cotas) completou este ano 18 anos, mas considero que ela ainda está longe da maioridade. A sua rigidez vem atrapalhando a vida de muitas empresas que pretendem cumprir integralmente os preceitos dessa lei.
A Lei de Cotas reza que as empresas com 100 ou mais empregados deverão preencher de 2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas PNE, nas seguintes proporções:
1) Até 200 empregados – 2%;
2) De 201 a 500 empregados – 3%;
3) De 501 a 1000 empregados – 4%; e
4) De 1001 em diante – 5%.

A pessoa enquadrada como PNE é aquela que apresenta, em caráter permanente, perdas ou anormalidades de sua estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica, que gerem incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano. Consideram-se beneficiados reabilitados todos os segurados e dependentes vinculados ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), submetidos a processo de reabilitação profissional desenvolvido ou homologado pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

É considerada pessoa portadora de deficiência a que se enquadra nas seguintes categorias:I - deficiência física - alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções;

II - deficiência auditiva - perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de 500HZ, 1.000HZ, 2.000Hz e 3.000Hz;

III - deficiência visual - cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores.

IV - deficiência mental - funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como:
a) comunicação;
b) cuidado pessoal;
c) habilidades sociais;
d) utilização dos recursos da comunidade;
e) saúde e segurança;
f) habilidades acadêmicas;
g) lazer; e
h) trabalho;

V - deficiência múltipla – associação de duas ou mais deficiências.
A Constituição Federal/88 assegura os seguintes direitos aos PNE:a) Proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador PNE (art. 7º, XXXI);
b) A lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas PNE, e definirá os critérios de sua admissão (art. 37, VIII);
c) A habilitação e a reabilitação das pessoas PNE e a promoção de sua integração à vida comunitária por meio da assistência Social (art. 203, IV);
d) A garantia de 01 salário mínimo de benefício mensal à pessoa PNE que comprove não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família (art. 203, V);
e) Criação de programas de prevenção e atendimento especializado para pessoas PNE (física, sensorial ou mental), bem como de integração social de adolescente PNE, mediante treinamento para o trabalho e a convivência, e a facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação de preconceitos e obstáculos arquitetônicos (art. 227, § 1º, II); e
f) Construção de logradouros e de edifícios de uso público e de fabricação de veículos de transporte coletivo, a fim de garantir acesso adequado às pessoas PNE (art. 227, § 2º).

Ressalto que os PNE, conforme dispõe a lei nº 11.788/08 sobre o ‘Estágio Supervisionado’ de estudantes (desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam freqüentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos) tem assegurados 10% das vagas; não são 10% dos postos de trabalho da empresa, mas 10% das vagas oferecidas na empresa a título de estágio. Assim, se forem oferecidas dez vagas de estágio, uma será para os deficientes. Portanto, essa lei contribui também para a inclusão do deficiente no mercado de trabalho, sob a forma de estágio.

O cumprimento da legislação sobre pessoas PNE é fiscalizado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que não mede esforços em multar as empresas que não estiverem cumprindo os ditames da Lei de Cotas. Por ocasião das averiguações, o MPT, quando encontra irregularidades nas empresas, emite, em princípio, o ‘Termo de Ajustamento de Conduta’ (TAC), por meio do qual essas empresas se comprometem com metas e prazos para o fiel cumprimento da Lei de Cotas; caso contrário, elas poderão ser alvos até de “ações civis públicas”, visando assegurar os direitos das pessoas PNE, previstos na legislação. Uma das formas de se evitar o descumprimento da lei é fazer acordos com o MPT, com o estabelecimento de prazos visando cumprir a cota estabelecida, em função do número de empregados efetivos, com o preenchimento ou integralização do respectivo percentual previsto na legislação.No Estado da Bahia mais de 20 empresas assumiram compromisso, perante o MPT, para regularizar a contratação de trabalhadores PNE. Tais empresas vinham descumprindo a lei de inclusão de pessoas PNE, o que é considerado como uma meta prioritária de controle do MPT. Essas empresas celebraram o TAC, assumindo o compromisso de, enquanto não atingir a cota prevista na lei, contratar preferencialmente pessoas PNE. A preocupação da sociedade com este assunto é tanta que o Juiz de Direito Franklin Christian Gama Rodrigues (Vara de Trabalho de Eunápolis) concedeu liminar à ação, determinando de imediato a contratação, sob pena de multa, de todos os postos de trabalho que surgirem para pessoas PNE, até que seja alcançada a cota legal. Esta decisão indica, portanto, que a reserva de vaga, além de uma obrigação legal das empresas, é um direito fundamental da pessoa PNE, e que a Justiça do Trabalho não tolera conduta contrária a efetivação desse direito. Por outro lado, é bom lembrar que muitas empresas não querem contratar pessoas PNE apenas para cumprir uma cota e/ou praticar assistencialismo; elas querem recebê-los de forma planejada, para que se sintam capazes de atuar no mercado de trabalho.

Importa destacar a louvável intenção do legislador, ao tentar criar mecanismos que permitam o acesso de pessoas PNE ao mercado de trabalho e ao convívio social, na busca da igualdade de oportunidades; e em um contexto macro, na solidariedade social. Entretanto, na aplicação da lei, salvo melhor juízo, não deve haver extrema imposição por parte das autoridades fiscais trabalhistas às empresas, para que estas admitam pessoas PNE em seus quadros, independente deles estarem devidamente habilitados ou reabilitados para o desempenho das funções disponíveis; isso poderá gerar na pessoa PNE “circunstância vexatória” perante os demais colegas de trabalho, por não dispor de capacidade laborativa para desempenhar as suas funções satisfatoriamente. Há que se considerar também que a mão-de-obra de pessoa PNE é considerada extremamente reduzida no mercado de trabalho; muitas empresas, em função disso, ficam sem alternativas, em face da inexistência dessa mão-de-obra em número suficiente, muito embora tais empresas demonstrem extremo desejo em cumprir a lei. Além da dificuldade de recrutar e selecionar pessoas PNE em número suficiente para cumprir a lei, muitas empresas sofrem com a retenção desses profissionais. O fato de a lei estipular cotas para pessoas PNE torna o mercado de trabalho muito favorável a esse público. Por receber mais propostas de trabalho, o funcionário PNE está mais suscetível de trocar de emprego na primeira oportunidade. O efeito negativo disso é que alguns empresários, sob orientação dos Administradores de Recursos Humanos (RH), temem investir no treinamento e capacitação dessas pessoas. Para evitar esse indesejado turnover, faz-se mister que as pessoas PNE recebam salários melhores (mais atraentes) e sejam rigorosamente incluídas nas políticas de RH das empresas; devem ter Planos de Cargos, Salários e benefícios, participação nos lucros, como de praxe são oferecidos aos empregados em geral.

Necessário trazer a lume situações fáticas ainda mais delicadas, vividas por inúmeras organizações empresariais atualmente no Brasil. Trata-se daquelas que dispõem em seu quadro de funcionários cargos incompatíveis com o desempenho pelo portador de deficiência e que são englobados no cálculo da reserva legal de empregos, em razão da omissão da lei no que tange a esse aspecto. Por certo, o legislador se esqueceu de excluir da cota de empregos reservados aos deficientes físicos, cargos que exigem aptidão plena para o seu desempenho. Conclui-se pelo esquecimento legislativo, visto que o artigo 38, inciso II do Decreto 3.298/99, exclui da cota reservada aos portadores de deficiência física, em concursos públicos, aqueles cargos que exigem aptidão plena para o seu desempenho. Ora, se na concorrência por cargos públicos excluem-se os portadores de deficiência para aqueles cargos que exigem aptidão plena, por que a legislação trabalhista não trouxe previsão em que fosse possível excluir os cargos desenvolvidos nas empresas privadas, que também exigem aptidão plena, para o cômputo da cota de empregos reservadas aos portadores de deficiência?

O fato é que a Lei de Cotas vem cumprindo apenas parte de seu objetivo; diametralmente oposto, ela vem exigindo ajustes para tornar-se mais razoável e exeqüível. O governo passou às empresas um dever que é de toda a sociedade. As empresas, que já sofrem com a elevada carga tributária, procuram fazer “seu dever de casa”, porém, em razão dos rigores da Lei de Cotas, acabam assumindo também responsabilidades públicas como as capacitações das pessoas PNE e a sua preparação para o mercado de trabalho. Reconheço os avanços desta lei, contudo o seu ‘caráter coercitivo’ preocupa mais em punir do que em educar. Os Auditores do Trabalho do MTb aplicam multas às empresas que não conseguem cumprir sua cota, mas não estão preparados, por exemplo, para orientá-las sobre como tornar o ambiente de trabalho mais amigável para os profissionais PNE. Essa idéia de “corre porque senão você vai ser multado” leva às empresas a ‘contratar qualquer pessoa para fazer qualquer coisa’, e isso está errado por não haver um mínimo de planejamento de RH, o que dificulta efetivamente o atingimento das cotas. Nos países desenvolvidos as cotas para pessoas PNE já faz parte do passado; nesses países as pessoas querem ser contratadas absolutamente por suas capacidades. Executivos de RH de empresas multinacionais baseadas no país não conseguem “entender a nossa Lei de Cotas”.

Embora haja, muitas vezes, resistência por parte dos empregadores, não há outra opção senão a de cumprir a lei. Sabe-se, de fato, que há muitos setores, como por exemplo, o de siderurgia, que pelo tipo específico de atividade, acaba colocando em risco a integridade física dos deficientes contratados por força da lei. No entanto, de forma alguma isto será "desculpa" perante o MPT, pois dificilmente uma empresa que exerce atividade com grau de risco mais elevado, não tenha, dentre suas atividades, uma que possa recepcionar o portador de deficiência que não o coloque em risco, como por exemplo, a área administrativa, contábil, financeira e etc. Por outro lado, há alegações de empregadores que não encontram profissionais, portadores de deficiência, capacitados para exercer as atividades na empresa, o que, por si só, não justificaria a não contratação, já que pela intrínseca responsabilidade social da empresa, o treinamento e a capacitação da mão-de-obra se fazem presentes.

Para facilitar a contratação de pessoas PNE, às empresas podem se utilizar de um bom recrutamento externo, baseado principalmente em:
a) Arquivos de candidatos ou bancos de talentos que se apresentaram espontaneamente ou em outros recrutamentos;
b) Apresentação de candidatos por parte dos funcionários da empresa;
c) Cartazes ou anúncios na portaria da empresa ou em pontos vitais;
d) Contatos com sindicatos e associação de classe;
e) Contatos com universidades, escolas, agremiações, centro de integração empresa-escola, organizações não-governamentais e entidades que apóiam o deficiente, etc;
f) Contatos com outras empresas que atuam no mesmo mercado em termos de cooperação mútua (recrutamento conjunto);
g) Anúncios em jornais, em revistas e em agências de recrutamento;
h) Viagens para recrutamento em outras localidades; e
i) Internet ou recrutamento virtual através do site da empresa.
Por Alessandri Campos Vilanova e Silva

As Pessoas com Deficiência X Dentista.

 O dentista que se propõe a atender pacientes especiais precisa ter conhecimento das características e particularidades desses indivíduos. Para essa finalidade, existem vários cursos, estágios e literatura científica que capacitam o profissional para o tratamento odontológico.
O consultório é basicamente semelhante aos outros, porém, há necessidade de espaço físico adequado (rampa, portas, corredores amplos) e, muitas vezes, instrumentos odontológicos de tamanho reduzido.
Qual a real necessidade do tratamento odontológico em um paciente especial com comprometimento severo?
Todo indivíduo, mesmo aquele mais comprometido, deve ter boas condições bucais para que sejam evitadas complicações na função de mastigação e deglutição, assim como para evitar focos de inflamação e infecção que causam dor e podem afetar outros órgãos e, finalmente, a saúde geral do indivíduo.
A partir de que idade um bebê especial deve ir ao dentista?
Assim como um bebê normal, o bebê especial deve ir ao dentista antes mesmo de ter “nascido” o primeiro dente de leite, para que o profissional institua um programa de prevenção à cárie e a outras doenças bucais.
Que tipos de cuidados caseiros os pais ou responsáveis devem ter para melhorar as condições bucais desses pacientes?
Os cuidados caseiros são essenciais para a prevenção de várias doenças.
O primeiro cuidado básico é referente à higiene, que deve ser efetuada após as refeições. Se for necessário, o paciente pode lançar mão de recursos especiais, como escovas com adaptadores, dedeiras, passa-fio etc.

O segundo cuidado é referente à dieta, que deve ser nutritiva, evitando-se os alimentos ricos em açúcares e os pastosos. Os horários corretos das refeições precisam ser observados. Medicamentos com muito açúcar salvo contra-indicação médica, devem ser dados junto com as refeições.

Como terceiro cuidado básico, ressalta-se o uso do flúor tópico na forma de dentifrícios, que deve ser realizado diariamente, e o uso de soluções fluoretadas na forma de bochechos, que pode ser instituído de acordo com as possibilidades do paciente para sua execução, bem como de acordo com o risco para o desenvolvimento da doença cárie.
A alimentação especial que muitos desses pacientes têm prejudica os dentes?
Em alguns casos, sim. A consistência pastosa dos alimentos dados a pacientes que não conseguem mastigar é um exemplo. Nessas situações, o cuidado com a higiene deve ser redobrado, o que infelizmente não acontece na maioria das vezes.
O “stress” de um tratamento odontológico pode agravar o estado emocional do paciente?
Algumas vezes, sim. É necessário que o dentista coloque para o paciente e familiar o benefício do tratamento odontológico para que ele se sinta “cuidado”. Há aqueles que apresentam menor capacidade de entendimento ou são mais ansiosos; para eles, o tratamento odontológico apresenta-se como um fator estressante. O profissional pode lançar mão de recursos terapêuticos que visem minimizar essa situação desfavorável.
Como conseguir cooperação para o tratamento quando o paciente apresenta comportamento agitado?
Vários métodos podem ser utilizados, desde o condicionamento verbal, passando pela contenção física, até métodos de sedação. Como último recurso é usada a anestesia geral para a execução do tratamento. A opção dependerá da condição em que se apresenta o paciente, do contexto familiar geral e da preferência do profissional.
Os métodos utilizados não podem traumatizar o paciente?
Desde que bem indicados e executados não. O método utilizado deve ser adequado ao paciente de modo a não traumatizá-lo.
Pode ser utilizado “calmante” para o tratamento?
Sim. Os sedativos ou “calmantes” são muito benéficos em várias situações, melhorando o comportamento do paciente e, conseqüentemente, as condições de trabalho do dentista.
Quais os problemas bucais mais comuns nos pacientes especiais?
Os problemas mais comuns são a cárie e a doença periodontal, sendo esta última decorrente de problemas de ordem local, geral ou medicamentosa (anticonvulsivantes). O tipo de patologia que o paciente apresenta, como por exemplo, distúrbio neuropsicomotores pode acarretar sérios problemas de oclusão, decorrentes principalmente da hipotonia muscular (flacidez), levando a alterações na relação maxilomandibular.
O atendimento odontológico pode desencadear convulsões naqueles pacientes que já tiveram crises?
O atendimento odontológico em si não desencadeia convulsões nesses pacientes. Mas o dentista precisa tomar cuidado para evitar certos estímulos que podem desencadear crises como, por exemplo, acender o foco de luz de forma abrupta no rosto do paciente. O dentista que cuida de pacientes especiais sabe como proceder para evitar essas crises. De qualquer forma, é sempre importante lembrar que o paciente não deve interromper sua medicação para o tratamento odontológico.

As Pessoas com Deficiência terão mais segurança em atendimento odontológico




A Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários do Serviço de Saúde (Pró-Vida) recebeu, nesta quinta-feira (8/4), do Conselho Regional de Odontologia (CRO), o protocolo para atendimento aos pacientes com deficiência. O documento é resultado do Termo de Ajustamento de Conduta assinado em 3 de dezembro de 2009, pela CRO-DF, pela Associação Brasileira de Odontologia do DF, Sindicato dos Ondotologistas do DF e Gerência de Odontologia da Secretaria de Saúde.

O protocolo foi uma das medidas tomadas pelo Ministério Público para evitar a repetição de casos como o do paciente do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), que teve todos os dentes extraídos. O documento também irá padronizar e aprimorar os instrumentos necessários para a atuação profissional nos serviços odontológicos a portadores de necessidades especiais.

Casos como os de atendimento odontológico sob anestesia geral, agora devem seguir planejamento de tratamento de equipe, de internação e de cuidados pré e pós-operatórios. O protocolo também estipula que nas cirurgias desses pacientes devem estar presentes, além da equipe multidisciplinar, o cirurgião-dentista de referência da família. Caso contrário, deverá ser realizado um relatório de tratamento, previamente discutido com o responsável legal do paciente, para o cirurgião-dentista responsável pelo atendimento.

Qui, 08 de Abril de 2010 .

A Dança e as Crianças com Deficiência Física

Artigo retirado do site Conexão Dança



Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997) o termo “pessoa portadora de necessidades especiais” surgiu para evitar os efeitos negativos de expressões comumente utilizadas de forma pejorativa no contexto escolar, para referirem-se as pessoas com altas habilidades ou com deficiências cognitivas, físico-motoras, psíquicas e/ ou sensoriais.

Dentre as necessidades especiais, a Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação propõe uma uniformidade terminológica para caracterizar-las, bem como suas dificuldades, capacidades e aptidões. Destacam-se como necessidades especiais: superdotação, deficiência auditiva, deficiência física, deficiência mental, deficiência visual, deficiência múltipla, deficiência motora.

A partir desta uniformidade terminológica da Secretaria de Educação, entende-se por deficiência física a variedade de condições não sensórias que afetam o individuo em termos de mobilidade, de coordenação motora geral ou da fala, como decorrência de lesões neurológicas, neuromusculares e ortopédicas, ou ainda, de más formações congênitas ou adquiridas.

Nas deficiências de ordem motora, as dimensões orgânicas e funcionais podem ser verificadas através das disfunções existentes nas estruturas reguladoras do Sistema Nervoso Central. Essas alterações podem causar diferentes patologias, dentre elas a Paralisia Cerebral. A Paralisia Cerebral pode causar padrões anormais de movimentos, de postura e disfunções tônicas.

Além destes aspectos, as crianças portadoras dessas deficiências em geral são privadas de desenvolver uma relação saudável consigo mesma com a família e a sociedade, que segundo GEISSMANN (2002) dentre outras situações que alimentam sentimentos de culpa e promovem uma elaboração distorcida de sua auto-estima, contribuindo para que ela desenvolva uma imagem negativa de seu corpo.

Partindo deste pensamento, a dança pode vir a contribuir para o desenvolvimento da percepção corporal destas crianças, (FONSECA, 1995) o estudo da percepção do corpo permite a verificação da dificuldade que a criança portadora de deficiência motora tem em desenvolver uma adequada relação com o meio, o que aprofunda as características de dissociação entre o esquema e a imagem corporal dessas crianças.

A percepção do corpo é resultado da realidade que se constrói na mente de cada criança, por meio de representações de objetos envolvendo um trabalho combinado das unidades funcionais do cérebro, especificamente, (LURIA, 1980), a área responsável pela recepção, analise e armazenamento de informações, que compõem a segunda unidade funcional do cérebro, localizada nas regiões posteriores e laterais do neocórtex, sendo consideradas como o grande instrumento perceptivo do ser humano.

A dança, no entanto irá promover, através de estímulos motores, (como brincadeiras) um desenvolvimento no processo de adaptação a realidade, e com isso a criança irá aprender a lidar de forma mais intencional com o seu corpo, situando-o em um contexto que lhe é reconhecível. Pois, quanto mais se amplia à realidade externa da criança, sua imaginação, sonho, fantasia em formas de desafios ou problemas a serem resolvidos, no ato de brincar, mais ela tem necessidade de uma organização interna a fim de utilizar experiências em função das demandas ambientais.

Contudo, é importante criarmos o máximo de oportunidades lúdicas e desafiadoras para facilitar o desenvolvimento motor de crianças portadoras de deficiência, no entanto não basta a brincadeira pela brincadeira, o movimento pelo movimento, o jogo pelo jogo, a situação – problema favorece a aprendizagem motora, pois mobiliza as funções psíquicas da atenção , de captação , de integração multisensorial, processamento intra e extra-somático, elaboração , antecipação, conscientização regulação e verificação da ação (FONSECA, 1995).
Por: Paula Vianna Penso

A Ed. Física para a Pessoa com Deficiência

Um relato de vida

roberto-closes-20jun2007-30

Eu tenho um filho portador de necessidade especial e  seu nome é Roberto Hugo (Foto acima).
Espero que todos professores e interessados no assunto leiam e reflitam sobre o estudo abaixo:
Este estudo se caracteriza como uma pesquisa exploratória no campo da Educação Física inclusiva, uma vez que realiza uma aproximação da temática com a realidade dos professores de Educação Física. O método utilizado foi o da pesquisa de levantamento, onde vinte professores que atuam no ensino fundamental foram entrevistados através da técnica de entrevista, e esta se encontra anexada ao projeto. Esses professores pertencem a instituições públicas situadas nos bairros do Jequiezinho e do centro do município de Jequié- Bahia.
Para que a criança com necessidades especiais seja verdadeiramente incluída na EF, não basta estar no mesmo espaço físico ou participar de algumas atividades, mas ela deve fazer parte do grupo e participar de todas as brincadeiras e atividades desenvolvidas durante a aula, mesmo que necessite de ajuda e apoio do professor e de outros colegas. Porém este apoio, não deve transformar-se em super proteção, pois esta ao invés de contribuir, tende a dificultar o processo de inclusão.
Entender como a criança com necessidades especiais elabora e estrutura seu conhecimento sobre o mundo facilitará a aquisição de sua autonomia e independência, necessárias à sua inclusão. Devemos oferecer à criança oportunidades de aprendizado individual e coletivo que lhe permitam, nas ações perceptivo-motoras, reconhecer a si próprio, os elementos constitutivos do seu corpo e quais são suas possibilidades de ação diante do meio.
A estimulação deve consistir de atividades que visem a intensificar a interação do ambiente com a criança de maneira que seu desenvolvimento ocorra o mais próximo possível da idade cronológica. A estimulação deve basear-se em ações perceptivo-motoras, propostas em forma de jogos e/ou atividades ginásticas, com caráter socializador e, sempre que possível, também lúdico, tendo em vista atingir os objetivos de formar um indivíduo participativo, autônomo, independente e crítico.
O desenvolvimento da criança começa pelo reconhecimento de sua própria corporeidade, pois é via organização corporal que todo ser humano estabelece relações com os objetos e os indivíduos que fazem parte de seu ambiente.
No processo de intervenção no campo da EF, primeiramente devem ser estimuladas as formas como as crianças podem agir sobre os objetos com a finalidade de aprender, recolhendo suas propriedades, identificando suas múltiplas possibilidades de utilização individuais e coletivas estabelecendo relações lógico-matemáticas, ao mesmo tempo em que executam ações comunicativas para aperfeiçoar sua linguagem, à luz das reflexões em torno das atividades executadas (Coletivo de autores, 1992).
Alguns objetivos que podem ser alcançados nas aulas de Educação Física para crianças com necessidades especiais são mencionados na obra de Palafox (1998):
* Identificar, reconhecer, comparar, agrupar e/ou classificar os elementos constitutivos e as propriedades do corpo, dos materiais utilizados e das práticas sociais manifestadas na aula, com atividades que tenham sentido, sejam desafiadoras e enfatizem a superação do egocentrismo e/ou individualismo.
* Socializar permanentemente em todas as experiências de aprendizagem, fomentando a autonomia, a capacidade criativa, a busca do prazer pelo que se faz e o acesso à possibilidade de mudança de regras, tendo a organização grupal como fonte de resolução de problemas.
Ainda esse mesmo autor se refere como objetivos mais específicos, aos elementos psicomotores e cognitivos que são subjacentes ao desenvolvimento da criança:
* Esquema corporal;
* Noção espacial e temporal;
* Habilidades motoras básicas;
* Desenho e escrita;
* Lateralidade;
* Coordenação fina e grossa;
* Atenção;
* Expressão oral e estimulação para a leitura;
* Percepção sensorial e memória;
* Equilíbrio e controle muscular;
* Criatividade.
Alguns acham que esses objetivos referidos serão mais bem alcançados se as atividades forem desenvolvidas, sempre que possível, em forma de jogos e de brincadeiras, pois eles são a melhor maneira da criança comunicar-se, questionar e explicar. São os instrumentos para relaciornar-se com o mundo, projetando seu universo interior e recriando as relações com os que convivem no grupo social. Por meio dos jogos e das brincadeiras, a criança tem a oportunidade de confrontar seu ponto de vista com os demais colegas. Nessa interação, começa a considerar a existência de diferentes pontos de vista, e isso favorece a construção de sua identidade, contribuindo também, para o seu processo de socialização.
Brincar ou jogar para a criança com necessidades especiais é determinado por suas características peculiares. Por meio do jogo e da brincadeira pode ser estimulado o seu desenvolvimento nos aspectos socioafetivo, motor, sensorial e cognitivo. Salientando que os jogos para as crianças com necessidades especiais não irá diferir daqueles usados para crianças não ‘deficientes’, a diferença se encontra apenas nas estratégias metodológicas utilizadas, e estas deverão priorizar as características de desenvolvimento biológicas, afetivas e cognitivas, suas necessidades, interesses, capacidades e limitações individuais decorrentes também da deficiência.
Tendo em vista o processo de inclusão social no contexto da escola regular de ensino, poderão utilizar como conteúdo do jogo algumas sugestões do Coletivo de autores (1992):
* Jogos que possibilitem o reconhecimento de si mesmo e de suas possibilidades de desenvolvimento;
* Jogos que possibilitem a identificação da capacidade de movimento com os materiais para jogar, seja em ambiente natural, seja em ambiente construído pelo homem;
* Jogos que explorem a motricidade fina e grossa por meio da expressão de desenho, mímica e pintura;
* Dinâmicas em grupo que possibilitem a criação de jogos, definindo coletivamente os objetivos e as regras.
Ao escolher os jogos, o educador deve priorizar os mais atrativos, que estimulem a participação de todas as crianças e não ressaltem as diferenças individuais. Assim, nos jogos e nas atividades em grupo deve predominar o caráter de cooperação, de construção conjunta, em que cada um contribua, de acordo com sua capacidade, para o produto final do grupo, com ênfase no processo.
O discurso dos professores sobre a Educação Física como meio de inclusão social
Diante das informações coletadas nas entrevistas realizadas com os professores de EF, na sua grande maioria com experiência superior a três anos em Educação Física escolar, foi possível levantar alguns discursos. A maioria dos professores tem conhecimento das novas perspectivas da educação, afirmam ‘trabalhar com a Educação inclusiva em suas aulas’, e ratificam em suas falas que ‘nenhum de seus alunos PNE’s são dispensados das suas aulas’. Estes professores declaram que ‘quando necessário eles também fazem adaptações para que esses alunos participem’, sendo assim pensam que a participação deles é importante fazendo com que haja uma integração já que eles realizam atividades juntos com os outros alunos. Na questão que versava sobre’ Há dificuldade em adaptar suas aulas?’ todos responderam que sim e dezoito justificaram que era por causa da falta de materiais necessários e falta de local adequado para o desenvolvimento de um trabalho mais qualificado e apenas dois afirmaram não obter apoio da escola. Uma outra questão importante da pesquisa era ‘ o Para Pan influencia de que forma no ensino escolar com relação aos deficientes nas aulas de Educação Física? ‘ e todos os professores afirmaram que era um evento de suma importância, pois favorecia o estímulo da prática desportiva pelas crianças PNE’s, servindo de grande exemplo de vontade e superação. Mas em uma das questões, considerada chave nesta entrevista, que foi verificar se ‘ A EF para crianças PNE’s deve continuar sendo “Educação Física adaptada?” para a surpresa dos pesquisadores diante de respostas tão otimistas no desenrolar das entrevistas, não se esperava que 90% dos informantes dissessem que “sim”. Acreditamos então, que os professores não fizeram ainda a distinção entre os conceitos de Educação Física adaptada e Educação Física inclusiva, ou seja, o debate e a continuidade dos trabalhos junto aos profissionais é muito importante para a conquista de uma nova mentalidade à escola brasileira do que seja a formação de jovens integrados e com seus preconceitos reconceituados.
Conclusão
A partir desses dados relevantes, investigamos que há possibilidade de se trabalhar a educação inclusiva nas aulas de EF, partindo do princípio que a escola deve estar disposta em receber e principalmente desenvolver esse novo sistema de inclusão. Cabe, portanto a escola e ao professor de EF, que visa uma formação global de seu aluno (corpo e mente), proporcionar oportunidades a esses alunos para eles participarem das aulas, visto que para eles é importante para o seu desenvolvimento social, físico, motor e principalmente afetivo. A pesquisa empírica demonstrou que os professores tem um norteamento para esse tipo de trabalho, mas a questão que fica é: Será que eles têm realmente trabalhado os conceitos sobre crianças Pneus? Já que eles acham que a EF para esses alunos deve continuar sendo EF adaptada? Ou será que a Educação Inclusiva na representação destes professores ainda está centrada unicamente nos alunos deficientes? Devemos pensar que enquanto criamos adaptações na educação, sem saber se elas serão necessárias ou não, é importante verificarmos se o grupo que está envolvido quer mudança ou não, porque senão iremos cair na divisão dos grupos, o que acaba gerando privilégio para alguns, onde teria que haver inclusão acabará tendo exclusão.
Destinado aos professores e interessados em inclusão para portadores de necessidade especial:

tabela-pnes

Professor- Ramon Missias Moreira
www.efdeportes.com

Síndrome de Asperger

Reportagem apresentada no Fantástico.

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ABAIXO-ASSINADO CONTRA MTV - Casa dos Autistas! Uma vergonha!!!!!


A MTV exibiu no dia 23/03 um programa de humor chamado "casa dos autistas" um desrespeito aos que sofrem com autismo e tbm às sua famílias. Uma brincadeira de muito mau gosto que deve ser reparada de alguma forma. Essas infelizes pessoas não tem idéia do que passa uma família com uma pessoa com esse diagnóstico e também se comportam como se nunca fossem ter filhos ou netos com o mesmo problema, ou até mesmo ter outro problema muito pior que esse pois ninguém está livre de ter ou se tornar uma pessoa com deficiência, vamos respeitar o próximo independente de ter alguma deficiência ou não!

Por isso acabei de ler e assinar este abaixo-assinado online:

«Abaixo assinado contra o programa da MTV Casa dos Autistas»

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N9211

Conhecendo a criança bipolar

Ana Maria Braga mostra em seu programa,
 a vida de Maria Turin.


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25.4.11

A Importância da Música na Educação Especial

Ao sair da faculdade, minha monografia foi com este tema. Achei este vídeo muito legal e que mostra na prática, os benefícios que a música traz no processo de desenvolvimento cognitivo, sensorial, motor, afetivo, mental e social dos indivíduos com necessidades especiais. A música gera emoções, refletindo no modo de sentir perceber e pensar, contribuindo na aprendizagem. A motivação para a realização deste trabalho foi apresentar algumas práticas pedagógicas utilizando a música e confirmar a arte musical como técnica eficaz dentro das instituições de ensino especial.

* Flashs do trabalho realizado com alunos da Escola de Educação Especial Renascer, apresentado como conclusão de curso na Faculdades Integradas de Ourinhos(Artes), Prof. Neuzeli França Ribeiro Cesar. PARABÉNS!!!!


24.4.11

Integração x Inclusão: Escola (de qualidade) para Todos

Maria Teresa Eglér Mantoan
Universidade Estadual de Campinas - Faculdade de Educação
Departamento de Metodologia de Ensino
Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade - LEPED/UNICAMP
Sabemos que a situação atual do atendimento às necessidades escolares da criança brasileira é responsável pelos índices assustadores de repetência e evasão no ensino fundamental. Entretanto, no imaginário social, como na cultura escolar, a incompetência de certos alunos - os pobres e os deficientes - para enfrentar as exigências da escolaridade regular é uma crença que aparece na simplicidade das afirmações do senso comum e até mesmo em certos argumentos e interpretações teóricas sobre o tema.
Por outro lado, já se conhece o efeito solicitador do meio escolar regular no desenvolvimento de pessoas com deficiências (Mantoan:1988) e é mesmo um lugar comum afirmar-se que é preciso respeitar os educandos em sua individualidade, para não se condenar uma parte deles ao fracasso e às categorias especiais de ensino. Ainda assim, é ousado para muitos, ou melhor, para a maioria das pessoas, a idéia de que nós, os humanos, somos seres únicos, singulares e que é injusto e inadequado sermos categorizados, a qualquer pretexto!
Todavia, apesar desses e de outros contra-sensos, sabemos que é normal a presença de déficits em nossos comportamentos e em áreas de nossa atuação, pessoal ou grupal, assim como em um ou outro aspecto de nosso desenvolvimento físico, social, cultural, por sermos seres perfectíveis, que constróem, pouco a pouco e, na medida do possível, suas condições de adaptação ao meio. A diversidade no meio social e, especialmente no ambiente escolar, é fator determinante do enriquecimento das trocas, dos intercâmbios intelectuais, sociais e culturais que possam ocorrer entre os sujeitos que neles interagem.
Acreditamos que o aprimoramento da qualidade do ensino regular e a adição de princípios educacionais válidos para todos os alunos, resultarão naturalmente na inclusão escolar dos deficientes. Em consequência, a educação especial adquirirá uma nova significação. Tornar-se-á uma modalidade de ensino destinada não apenas a um grupo exclusivo de alunos, o dos deficientes, mas especializada no aluno e dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento de novas maneiras de se ensinar, adequadas à heterogeneidade dos aprendizes e compatível com os ideais democráticos de uma educação para todos.
Nessa perspectiva, os desafios que temos a enfrentar são inúmeros e toda e qualquer investida no sentido de se ministrar um ensino especializado no aluno depende de se ultrapassar as condições atuais de estruturação do ensino escolar para deficientes. Em outras palavras, depende da fusão do ensino regular com o especial.
Ora, fusão não é junção, justaposição, agregação de uma modalidade à outra. Fundir significa incorporar elementos distintos para se criar uma nova estrutura, na qual desaparecem os elementos iniciais, tal qual eles são originariamente. Assim sendo, instalar uma classe especial em uma escola regular nada mais é do que uma justaposição de recursos, assim como o são outros, que se dispõem do mesmo modo.
Outros obstáculos à consecução de um ensino especializado no aluno, implicam a adequação de novos conhecimentos oriundos das investigações atuais em educação e de outras ciências às salas de aula, às intervenções tipicamente escolares, que têm uma vocação institucional específica de sistematizar os conhecimentos acadêmicos, as disciplinas curriculares. De fato, nem sempre os estudos e as comprovações científicas são diretamente aplicáveis à realidade escolar e as implicações pedagógicas que podemos retirar de um novo conhecimento também precisam de ser testadas, para confirmar sua eficácia no domínio do ensino escolar.
O paradigma vigente de atendimento especializado e segregativo é extremamente forte e enraizado no ideário das instituições e na prática dos profissionais que atuam no ensino especial. A indiferenciação entre os significados específicos dos processos de integração e inclusão escolar reforça ainda mais a vigência do paradigma tradicional de serviços e muitos continuam a mantê-lo, embora estejam defendendo a integração!
Ocorre que os dois vocábulos - integração e inclusão - conquanto tenham significados semelhantes, estão sendo empregados para expressar situações de inserção diferentes e têm por detrás posicionamentos divergentes para a consecução de suas metas. A noção de integração tem sido compreendida de diversas maneiras, quando aplicada à escola. Os diversos significados que lhe são atribuídos devem-se ao uso do termo para expressar fins diferentes, sejam eles pedagógicos, sociais, filosóficos e outros. O emprego do vocábulo é encontrado até mesmo para designar alunos agrupados em escolas especiais para deficientes, ou mesmo em classes especiais, grupos de lazer, residências para deficientes. Por tratar-se de um constructo histórico recente, que data dos anos 60, a integração sofreu a influência dos movimentos que caracterizaram e reconsideraram outras idéias, como as de escola, sociedade, educação. O número crescente de estudos referentes à integração escolar e o emprego generalizado do termo têm levado a muita confusão a respeito das idéias que cada caso encerra.
Os movimentos em favor da integração de crianças com deficiência surgiram nos países nórdicos (Nirje, 1969), quando se questionaram as práticas sociais e escolares de segregação, assim como as atitudes sociais em relação às pessoas com deficiência intelectual.
A noção de base em matéria de integração é o princípio de normalização, que não sendo específico da vida escolar, atinge o conjunto de manifestações e atividades humanas e todas as etapas da vida das pessoas, sejam elas afetadas ou não por uma incapacidade, dificuldade ou inadaptação. A normalização visa tornar accessível às pessoas socialmente desvalorizadas condições e modelos de vida análogos aos que são disponíveis de um modo geral ao conjunto de pessoas de um dado meio ou sociedade; implica a adoção de um novo paradigma de entendimento das relações entre as pessoas fazendo-se acompanhar de medidas que objetivam a eliminação de toda e qualquer forma de rotulação.
Modalidades de inserção
Uma das opções de integração escolar denomina-se mainstreaming, ou seja, "corrente principal" e seu sentido é análogo a um canal educativo geral, que em seu fluxo vai carregando todo tipo de aluno com ou sem capacidade ou necessidade específica. O aluno com deficiência mental ou com dificuldades de aprendizagem, pelo conceito referido, deve ter acesso à educação, sua formação sendo adaptada às suas necessidades específicas. Existe um leque de possibilidades e de serviços disponíveis aos alunos, que vai da inserção nas classes regulares ao ensino em escolas especiais. Este processo de integração se traduz por uma estrutura intitulada sistema de cascata, que deve favorecer o "ambiente o menos restritivo possível", dando oportunidade ao aluno, em todas as etapas da integração, transitar no "sistema", da classe regular ao ensino especial. Trata-se de uma concepção de integração parcial, porque a cascata prevê serviços segregados que não ensejam o alcance dos objetivos da normalização.
De fato, os alunos que se encontram em serviços segregados muito raramente se deslocam para os menos segregados e, raramente, às classes regulares. A crítica mais forte ao sistema de cascata e às políticas de integração do tipo mainstreaming afirma que a escola oculta seu fracasso, isolando os alunos e só integrando os que não constituem um desafio à sua competência (Doré et alii.,1996). Nas situações de mainstreaming nem todos os alunos cabem e os elegíveis para a integração são os que foram avaliados por instrumentos e profissionais supostamente objetivos. O sistema se baseia na individualização dos programas instrucionais, os quais devem se adaptar às necessidades de cada um dos alunos, com deficiência ou não.
A outra opção de inserção é a inclusão, que questiona não somente as políticas e a organização da educação especial e regular, mas também o conceito de integração - mainstreaming. A noção de inclusão não é incompatível com a de integração, porém institue a inserção de uma forma mais radical, completa e sistemática. O conceito se refere à vida social e educativa e todos os alunos devem ser incluídos nas escolas regulares e não somente colocados na "corrente principal". O vocábulo integração é abandonado, uma vez que o objetivo é incluir um aluno ou um grupo de alunos que já foram anteriormente excluídos; a meta primordial da inclusão é a de não deixar ninguém no exterior do ensino regular, desde o começo. As escolas inclusivas propõem um modo de se constituir o sistema educacional que considera as necessidades de todos os alunos e que é estruturado em função dessas necessidades. A inclusão causa uma mudança de perspectiva educacional, pois não se limita a ajudar somente os alunos que apresentam dificuldades na escola, mas apoia a todos: professores, alunos, pessoal administrativo, para que obtenham sucesso na corrente educativa geral. O impacto desta concepção é considerável, porque ela supõe a abolição completa dos serviços segregados (Doré et alii. 1996). A metáfora da inclusão é a do caleidoscópio. Esta imagem foi muito bem descrita no que segue: "O caleidoscópio precisa de todos os pedaços que o compõem. Quando se retira pedaços dele, o desenho se torna menos complexo, menos rico. As crianças se desenvolvem, aprendem e evoluem melhor em um ambiente rico e variado" (Forest et Lusthaus, 1987 : 6).
A inclusão propiciou a criação de inúmeras outras maneiras de se realizar a educação de alunos com deficiência mental nos sistemas de ensino regular, como as "escolas heterogêneas" (Falvey et alii., 1989), as "escolas acolhedoras" (Purkey et Novak, 1984), os "currículos centrados na comunidade" (Peterson et alii.,1992).
Resumindo, a integração escolar, cuja metáfora é o sistema de cascata, é uma forma condicional de inserção em que vai depender do aluno, ou seja, do nível de sua capacidade de adaptação às opções do sistema escolar, a sua integração, seja em uma sala regular, uma classe especial, ou mesmo em instituições especializadas. Trata-se de uma alternativa em que tudo se mantém, nada se questiona do esquema em vigor. Já a inclusão institui a inserção de uma forma mais radical, completa e sistemática, uma vez que o objetivo é incluir um aluno ou grupo de alunos que não foram anteriormente excluídos. A meta da inclusão é, desde o início não deixar ninguém fora do sistema escolar, que terá de se adaptar às particularidades de todos os alunos para concretizar a sua metáfora - o caleidoscópio.
Considerações finais
De certo que a inclusão se concilia com uma educação para todos e com um ensino especializado no aluno, mas não se consegue implantar uma opção de inserção tão revolucionária sem enfrentar um desafio ainda maior : o que recai sobre o fator humano. Os recursos físicos e os meios materiais para a efetivação de um processo escolar de qualidade cedem sua prioridade ao desenvolvimento de novas atitudes e formas de interação, na escola, exigindo mudanças no relacionamento pessoal e social e na maneira de se efetivar os processos de ensino e aprendizagem. Nesse contexto, a formação do pessoal envolvido com a educação é de fundamental importância, assim como a assistência às famílias, enfim, uma sustentação aos que estarão diretamente implicados com as mudanças é condição necessária para que estas não sejam impostas, mas imponham-se como resultado de uma consciência cada vez mais evoluída de educação e de desenvolvimento humano.

Falando mais sobre a Paralisia Cerebral...

Reportagem da Universidade Positivo.

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Novas terapias para paralisia cerebral

Folheando a revista americana sobre fisioterapia em crianças com paralisia cerebral percebi as tendências de atendimentos buscando o fortalecimento muscular.


Aqui estão algumas delas: 

- The LIFE Program: Um novo paradigma para tratamento de paralisia cerebral e outras desordens neurológicas. Baseia-se na crença de que as crianças podem construir suas habilidades  através de uma sequência de movimentos através de comandos verbais adequados.

- Dolphin Therapy at Clerawater Aquarium: terapia baseada em golfinhos, dentro da água nada-se e interage junto com um golfinho que, ele próprio, tem uma prótese em sua cauda.

- Accepting Independence: Buscando o propósito de uma vida independente, promovendo  experiência  com confiança e auto-estima.

- Strenghthening Program: Tratamento básico para paralisia cerebral,  programas de fortalecimento muscular. Através dos exercícios universais e
Therasuit, as crianças com paralisia cerebral passam a ter novos movimentos em sua rotina de fisioterapia.

Qualquer novidade, qualquer outra informação, deixe aqui seu depoimento.


Informações retiradas da Revista Cerebral Palsy Magazine do mês de junho de 2010, vol. 8, n2.




23.4.11

Falando mais sobre a Dislexia...

Reportagem Fantástico

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Reportagem Jornal Hoje

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Copie!





















Minha amiga, Dra. Sônia Mendes em entrevista a Elizete Malafaia.

Ela fala um pouco sobre a Educação Especial, Inclusão e a Sexualidade dos Portadores de Necessidades Especiais.
IMPERDÍVEL!


Ela tem mais 02 ENTREVISTAS. Veja também:





ASSISTA E REFLITA

Vídeos em que mostram pessoas com necessidades especiais enfrentando a cada dia seus desafios. Provando que não existem impossibilidades e sim oportunidades de superação.

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Universidades federais oferecem serviços para a população. Inclusive para Pessoas com Deficiência

Instituições contam com atendimentos e cursos gratuitos ou com preço abaixo da média de mercado. Confira alguns deles aqui.

Giuliana Girardi São Paulo

Atendimento odontológico, orientação médica e atividades de lazer são alguns exemplos. A clínica de odontologia da Universidade de São Paulo tem 200 consultórios, faz mil atendimentos por dia. A maioria dos serviços é de graça.
Giovana que precisa fazer tratamento de canal gastaria até 800 reais em qualquer profissional particular, e na universidade o pai não vai pagar nada. “Melhor ainda, porque dinheiro atualmente não tem. Por causa do apartamento que eu tô pagando e por causa da minha filha recém-nascida”, diz Sidnei Santiago, auxiliar de serviços gerais.
Melhor ainda: o trabalho é de primeira. “O professor acompanha cada grupo de aluno, e dentro do planejamento do tratamento do dia a dia, o professor está sempre presente”, explica Carlos Alberto Adde, supervisor da clínica odontológica.
A Universidade de São Paulo também dá suporte para pessoas que querem confirmar se tem doenças genéticas. Nos laboratórios são feitos testes de análise de DNA. Também é possível avaliar se há risco de repetição da doença na família.
Dona Zilá descobriu que o filho é autista e vai receber um acompanhamento. “Eu quero saber de onde vem isso, se tem um diagnóstico completo e se tem tratamento”, declara Zila Pereira, assessora administrativa.
“São muitos anos de estudo para você poder fazer um aconselhamento genético, interpretar um exame genético e transmitir essa informação de uma maneira correta para a família”, explica Mayana Zatz, coordenadora de aconselhamento genético.
A academia, de responsabilidade da Faculdade de Educação Física, tem aula de natação. “Eu acho bem legal, porque além do esporte você trabalha os músculos”, diz Tiago de Oliveira, 11 anos.
E ainda tem ginástica para a terceira idade. “No meio do pessoal a gente tem mais incentivo”, comenta José Pereira da Silva, 71 anos.
A mensalidade pode custar menos de dez reais. Os serviços dos estudantes têm supervisão dos professores. Eles aprendem e a comunidade ganha. “Excelente, mesmo porque você apoia novos profissionais, com certeza é um grande aprendizado para eles, e pra gente a vantagem é não ter custos”, diz Bruno Bachiller, autônomo.
Ceará
UFC – Hospital Universitário Walter Cantídio
Atendimento gratuito com médicos especialistas em diversas áreas como pediatria, cardiologia, neurologia, otorrinolaringologia.

UFC – Maternidade Escola Assis Chateaubriand
Serviços gratuitos de ginecologia, obstetrícia, neonatologia e banco de leite.

UFC – Casa de Cultura Estrangeira
Oferece aulas gratuitas de inglês, espanhol, francês e alemão para a população, que passa por uma seleção antes de entrar no curso.

UFC – Museus
A Universidade Federal do Ceará oferece várias opções como o Museu de Arte, que sempre conta com exposições. Outra opção para visitação é a casa de José de Alencar, que fica em Messejana.

UFC – Teatro Universitário Paschoal Carlos Magno
Espetáculos teatrais e de dança gratuitos para a população.

UFC – Complexo Esportivo do Campus do Pici
Complexo com quadra, piscina e campo, oferece para a população gratuitamente aulas de natação e hidroginástica, além dos esportes em geral.
Distrito Federal
UnB – Ceilândia – Núcleo de Práticas Jurídicas
Assistência jurídica gratuita a pessoas da Cidade de Ceilândia com renda de até dois salários mínimos. Contato: (61) 3581-1488.

UnB – Brasília – Laboratório de Apoio ao Deficiente Visual
Digitalização e adaptação de livros gratuitas, voltados aos universitários, em formato acessível via computador. Contato: http://bds.bce.unb.br e ldv.unb@gmail.com.

UnB – Brasília – Biblioteca Digital e Sonora para Deficiente Visual
Acervo gratuito de livros em texto e áudio. Contato: http://bds.bce.unb.br e ldv.unb@gmail.com.

UnB – Brasília – Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) e Hospital Universitário de Brasília (HUB)
Atendimento gratuito em todas as especialidades odontológicas: periodontia, endodontia, restauração, prótese e extração. Contato: (61) 3448-5259/ 3448-5000.
Goiás
UFG – Faculdade de Odontologia
Centro de diagnóstico gratuito de doenças da boca, que faz a prevenção de doenças bucais cancerígenas, além de serviços clínicos, como limpeza, reabilitação e raspagem, incluindo atendimento diferenciado à portadores de necessidades especiais. Os serviços são realizados em parceria com SUS e a Secretaria Municipal de Saúde.

UFG – Faculdade de Direito
Núcleo de Práticas Juristas, gratuito, em direito de família, através de cadastro e triagem, com a participação de assistentes sociais.

UFG – Faculdade de Educação
Cursos gratuitos de psicologia individual, em grupos e terapia de casais.
Maranhão
UFMA – Farmácia Universitária
Oferecido para a comunidade com orientações sobre medicamentos. O atendimento com as orientações é gratuito, mas o fornecimento dos remédios, não. Estes produtos são vendidos a preços populares.
UFMA – Odontologia
Atendimento odontológico gratuito para crianças de até 12 anos da comunidade e serviços oferecidos para bolsistas do NAE (Núcleo de Assuntos Estudantis).

UFMA – Herbário
Consultas para a população gratuitamente. O fornecimento de medicamentos naturais é gratuito somente na 1ª consulta.
Mato Grosso do Sul
UFMS – Campo Grande – Centrinho
Clínica de atendimento odontológico a pacientes especiais portadores de necessidades especiais, adultos e crianças, tais como pessoas com câncer e doentes sistêmicos crônicos.
Atende às terças (manhã e tarde) e quintas (tarde). O Centrinho funciona dentro do campus da UFMS e tem recepção própria. Todo o atendimento é feito via SUS. Contato: (67) 3345-3130.
UFMS – Campo Grande – Complexo de Clínicas Odontológicas
Aberto todos os dias para agendamento. Paciente passa por triagem e é encaminhado para atendimento. Tratamento odontológico integral, inclusive cirúrgico e de colocação de próteses. Convênio com SUS. Contato: (67) 3345-7682.
UFMS – Campo Grande – Fisioterapia
Serviços oferecidos:
- Ambulatório de pediatria - atendimento com agendamento. Funciona no campus da UFMS.
- Ecoterapia - atendimento feito em convênio com a Associação de Criadores de MS, exclusivo para crianças portadoras de necessidades especiais. Periodicidade de três dias por semana.
- Atividades físicas para idosos - feito em convênio com associações de idosos.
- Trabalho com crianças de bairros carentes - atendimento semanal.
Contato: (67) 3345-7517.
Minas Gerais
UFMG – Belo Horizonte – Serviços de Psicologia e Odontologia
São realizados cerca de 270 atendimentos por mês, entre atendimento individual adulto e infantil, neuropsicologia, psicopedagogia, terapia de adolescentes, terapia de família e orientação profissional. É cobrado de R$ 5 a R$ 30 por sessão, dependendo da condição financeira do atendido. O plantão psicológico custa R$ 1, mas é voltado apenas para a comunidade acadêmica.
Na faculdade de Odontologia, os pacientes precisam ser encaminhados pelos postos de saúde da prefeitura, que agendam as consultas. Contato: (31) 3409-5000.
UFOP – Ouro Preto – Núcleo de Assistência Jurídica de Ouro Preto - NAJOP
Alunos assumem causas judiciais sob orientação profissional de professores especializados do Departamento de Direito (Dedir) da UFOP e dá assistência jurídica gratuita aos desprovidos de recursos financeiros na Região dos Inconfidentes.
Dentre as atividades realizadas estão o atendimento ao público, preparação de relatórios sobre os fatos de cada caso, elaboração de cartas e petições, participação em audiências, redação de contratos, de petições em geral, de notificações, de testamentos, de escrituras e de outras ações correlatas. Contato: (31) 3559-1703.

UFOP – Ouro Preto – Laboratório Piloto de Análises Clínicas (Lapac) da Escola de Farmácia
O Lapac atende gratuitamente os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Depois da consulta, o paciente leva a solicitação de exames para o laboratório, que verifica se há possibilidade para realizá-lo. Os resultados dos exames ficam prontos em uma semana, e são retirados no próprio laboratório. Depois, há o retorno ao médico que diagnostica o caso. As análises do Lapac são realizadas por alunos do curso de Farmácia, supervisionados por funcionários e professores. Contato: (31) 3559-1703.
UFOP – Ouro Preto – Ensino-Aprendizagem de Línguas Estrangeiras Modernas e Tradução
A ação oferece às comunidades de Ouro Preto e Mariana cursos de línguas estrangeiras, além de aprimorar a qualidade didático-pedagógica dos professores em serviço e, ainda, beneficiar a formação inicial dos licenciandos de inglês e português e dos tradutores. Contato: (31) 3559-1703.
UFV – Viçosa – Núcleo de Educação de Adultos
O núcleo, coordenado pelo Departamento de Educação, atende atualmente uma clientela composta por funcionários e interessados da comunidade viçosense, totalizando 120 alunos, distribuídos em turmas que vão da alfabetização ao nível médio. Endereço: Vila Gianetti, Casa 33, no Campus Universitário. Contato: (31) 3899-2461 / 3899-1380.
UFV – Viçosa – Ludoteca
Atividades lúdicas e culturais para crianças das comunidades locais e regionais, com o intuito de vivenciar a autonomia, a cooperação e a interação. O Programa atende crianças de um a 12 anos, desenvolvendo atividades como jogos diversos, brinquedos cantados, brincadeiras, artes, músicas, dramatizações, teatros e histórias. A Ludoteca tem a capacidade de receber, atualmente, até 50 crianças para visitas em grupos, agendadas previamente. Também recebe pequenos grupos, com até 10 crianças, para atividades diversas, sem agendamento, bastando consultar os horários de funcionamento. Endereço: Vila Gianetti, Casa 33, no Campus Universitário. Contato: (31) 3899-2797.
UFV – Viçosa – Núcleo de Assistência Judiciária (NAJ)
Estudantes de direito da UFV, do 8º ao 10º período, atendem a população carente de Viçosa dando assistência jurídica. Para ser atendido, é necessário comprovar carência e agendar um horário. Endereço: Vila Gianetti, Casa 48, no Campus Universitário. Contato: (31) 3899-2844.
UFV – Viçosa – Grupo Entre Folhas
Vinculado ao Departamento de Fitotecnia, o Grupo oferece cursos sobre plantas medicinais para a população viçosense. Endereço: Vila Gianetti, Casa 20, no Campus Universitário. Contato: (31)3899-2678.
Rio de Janeiro
UFRJ - Centro de Doenças de Alzheimer e outras Desordens Mentais na Velhice
A primeira consulta é agendada sempre no primeiro dia útil do mês a partir das 8h até que se complete a agenda do mês (em média 50 pacientes). Senhas são distribuídas na fila para esse dia. Não há marcação por telefone e os pacientes, apenas acima de 60 anos, são encaminhados para uma das seguintes áreas:

Psicologia - Atendimentos individuais com psicoterapia em demência, depressão, transtornos de ansiedade e psicoses. Atendimento em grupo de idosos.

Família - Atendimentos visando orientação dos cuidadores e familiares para a melhor compreensão da doença, apoio entre os próprios familiares e com os profissionais envolvidos.

Fisioterapia - Voltado unicamente para a manutenção das capacidades de independência e motricidade dos pacientes já em atendimento no CDA. O atendimento é feito em grupo.

Fonoaudiologia - Atendimento ambulatorial para problemas de fala e deglutição decorrentes dos processos demenciais.

Centro Dia - Atende pacientes com Doença de Alzheimer ou Demência Vascular leve ou moderada em módulos de oficinas terapêuticas.
Santa Catarina
UFSC – Atendimento Jurídico para população de baixa renda
Escritório Modelo de Assistência Jurídica do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ).
UFSC – Projeto Amanhecer do Hospital Universitário
Atendimento gratuito para terapias alternativas (Naturologia, Florais, Massoterapia, Cromoterapia, Psicologia, Psicoterapia, e Reiki).
UFSC – Cursos de Artes Manuais - Projeto Vitrine Cultural
Minicursos de artesanato com papel, artes aplicadas, técnicas básicas de tecelagem manual, arte com material reciclado, mosaico, bijuteria para iniciantes, crivo para iniciantes, pintura em madeira e recuperação de pequenos móveis, além de cartonagem.

UFSC – Serviço de Orientação Profissional
Laboratório de Orientação Profissional do Departamento de Psicologia.
UFSC – Atividades esportivas
Natação, yoga, capoeira, musculação, condicionamento físico, dança, hidroginástica, ginástica olímpica são oferecidas pelo Centro de Desportos.
UFSC – Atividades recreativas e assistenciais para a terceira idade
Núcleo de Estudos da Terceira Idade.
Tocantins
UFT – Palmas – Escritório Modelo de Direito
Atendimento jurídico gratuito à população carente, prestado por alunos do 9º e 10º períodos de Direito da UFT. Os alunos protocolam ações que variam entre causas de união civil, trabalho rural, agricultura familiar, aposentadoria e auxílio doença, e acompanham todas as fases do processo - sob orientação dos professores, que assinam as petições. As causas ganhas chegam a cerca de 90%.
UFT – Palmas e Miracema do Tocantins – Curso de Linguagem Brasileira de Sinais
Projeto de Extensão que oferece aulas gratuitas da Linguagem Brasileira de Sinais. A inscrição e as aulas são gratuitas. No último edital, do total de 30 vagas, dez eram reservadas a parentes de pessoas com deficiência auditiva.
UFT – Tocantinópolis e Miracema – Brinquedoteca
Espaço de lazer e de atividades lúdicas e educacionais aberto às crianças das comunidades das duas cidades. As Brinquedotecas mantêm projetos de extensão voltados os alunos da rede pública municipal de ensino, e recebem visitas programadas de escolas para realizar as atividades.
UFT – Araguaína - Hospital médico veterinário
Atendimento gratuito a cães e gatos. Consultas clínicas e pequenas cirurgias. Também há o projeto de extensão do curso de medicina veterinária da UFT, que proporciona atendimento médico gratuito aos animais que puxam carroças e outros veículos parecidos na região urbana de Araguaína. Os animais são cadastrados e os procedimentos abrangem atendimentos clínicos e, se necessário, cirúrgicos.
UFT – Porto Nacional – Pré-vestibular gratuito
Cursinho pré-vestibular voltado a alunos de baixa renda que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas. As aulas serão ministradas por voluntários e alunos bolsistas da UFT.
São Paulo
Unifesp - Campus São José dos Campos
Grupo de Ensino Tecnológico e Social
O grupo proporciona através de aulas, inclusão digital, tecnológica e educacional em três escolas municipais
Projeto de Ensino de Software Livre
Ensina a desenvolver Software Livre e a usar suas principais ferramentas.

Unifesp - Campus Guarulhos
Programa de formação continuada de professores da rede públicaSuporte para o aperfeiçoamento da formação de docentes que atuam na rede pública no município de Guarulhos.
Mulheres construindo sua autonomia, mulheres guarulhenses construindo o futuroFormação de mulheres para atuação profissional na área da construção civil.
Unifesp - Campus São Paulo
Inclusão do Aluno Surdo no Ensino Regular
Oferece atenção interdisciplinar no campo pedagógico e fonoaudiológico aos alunos do Ensino Fundamental, da rede pública, de modo a contribuir com a inclusão destes no ensino regular.
Grupo de Massagem e Estimulação de BebêsOferece para mães/pais e estudantes/profissionais um espaço para instrumentalizá-los na prática da massagem e cuidados com o bebê.
Implantação do Tratamento a laser de papilomavírus humano (HPV), queilite actínica e câncer de pele na população das cidades do litoral Norte de São Paulo
Acolhe-Onco - interdisciplinaridade no cuidado integral do paciente com câncer"Cuidado integral de pacientes com câncer, atendidos nos Ambulatórios de Especialidades da Universidade Federal de São Paulo, campus São Paulo.
Centro de Treinamento Esportivo e de Capacitação ProfissionalO CETECAPRO tem como objetivo a melhora da qualidade de vida de pessoas com necessidades especiais, através de treinamento esportivo e eventos unificados; capacitação em instrumentos para processos de apoio na área de gestão de empresas da saúde, facilitando a empregabilidade dentro da quota de inclusão no mercado de trabalho; atenção à saúde dos atletas especiais; pesquisas em todas as áreas correlatas ao projeto.
Prevenção e Assistência às Vítimas de Violência Sexual e DomésticaAtendimento e acolhimento para mulheres, crianças, idosos e homossexuais, que sofrem ou sofreram violência.
Nutrição e Saúde de LactentesTreinamento Para Educadores em Berçários em Centros de Educação Infantil (Ceis): Capacitação de educadores e corpo técnico da direção de Centros de Educação Infantil para melhora do atendimento e educação de crianças menores de 2 anos, em relação às condições de saúde e nutrição.
Ponto de Encontro - Projeto de Geração de RendaProjeto de geração de renda e autonomia dentro do CAPS-UNIFESP. Um espaço permanente de comercialização de produtos e serviços e duas oficinas profissionalizantes.