23.11.11

Educação Inclusiva: o Brasil não pode e não irá retroceder

Este texto tem por objetivo esclarecer toda a população sobre uma manobra política inescrupulosa que aconteceu em Brasília na última semana e que culminou com uma tentativa de golpe nas políticas públicas de educação inclusiva no país. Usamos aqui a palavra TENTATIVA porque estamos baseados na Constituição Federal, lei maior deste país:
 Cenário das políticas de inclusão dos últimos anos
O Decreto 6571/08, durante os últimos três anos, foi instrumento poderoso para a efetivação da educação inclusiva porque seu texto dispunha sobre o chamado Atendimento Educacional Especializado (AEE), que é um serviço oferecido aos alunos público alvo da Educação Especial (pessoas com deficiência, transnorno global do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação). Para garantir um sistema educacional inclusivo, o AEE é sempre oferecido no contraturno da escola comum, de forma complementar ou suplementar à escolarização regular (jamais de forma substitutiva).
Além disso, o Decreto 6571/08 também garantia a dupla matrícula no âmbito do Fundeb desses alunos matriculadas no AEE no período oposto ao da escolarização. Ou seja, além de o aluno estar na sala regular, garantia a oferta do AEE no turno oposto em Salas de Recursos Multifuncionais na própria escola ou em outra escola da rede de ensino, em centro de atendimento educacional especializado ou por instituições filantrópicas. O decreto permitiu que o AEE pudesse ser oferecido por instituições, valorizando assim toda a sua trajetória, e ressignificando o seu papel na sociedade. Em vez de segregar as crianças exclusivamente em escolas especiais, essas instituições, nessa nova perspectiva, passaram a ser parceiras no processo de inclusão nas escolas comuns, oferecendo o AEE.
Este dispositivo legal era uma força motriz que garantia todo o processo de inclusão do país, iniciado ao longo dos últimos nove anos. A Política Nacional de Educação Especial na Perspecitva da Educação Inclusiva, publicada em 2008, tinha no Decreto 6571/08 as garantias para sua implantação. E tal política responde positivamente aos preceitos da Constituição Federal e da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
 A recente tentativa de golpe na Educação Inclusiva
No último dia 18 de novembro, foi publicado um novo Decreto (7611/2011) que revoga o Decreto 6571/2008. Em seu Art. 8º, que inclui e dá nova redação ao Art. 14 do Decreto 6253/2007, o texto diz:
Art. 14. Admitir-se-á, para efeito da distribuição dos recursos do FUNDEB, o cômputo das matrículas efetivadas na educação especial oferecida por instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, com atuação exclusiva na educação especial, conveniadas com o Poder Executivo competente. (Redação dada pelo Decreto nº 7.611, de 2011)
§ 1o Serão consideradas, para a educação especial, as matrículas na rede regular de ensino, em classes comuns ou em classes especiais de escolas regulares, e em escolas especiais ou especializadas. (Redação dada pelo Decreto nº 7.611, de 2011, grifos nossos)
Desta forma, o novo decreto permite que escolas especiais ofertem a Educação, ou seja, que sejam espaços segregados de escolarização regulamentados por lei. Isso significa que elas poderão substituir a escolarização em classes comuns de escolas regulares, fato já superado no nosso país. Além disso, poderão receber duplamente pela matrícula do aluno na escola especial e no AEE. A força motriz da inclusão (a dupla matrícula no Fundeb) tornou-se, agora, a força motriz da exclusão.
O sistema educacional inclusivo do Brasil foi exemplo para o mundo na 4ª Conferência das Nações Unidas sobre Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência, ocorrida em setembro deste ano. Os esforços empreendidos para a garantia da educação para alunos com deficiência e o total respeito ao artigo 24 da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e demais preceitos constitucionais foram os motivos. Os avanços promovidos pelo Ministério da Educação por meio da antiga Secretaria de Educação Especial (atual DPPE/SECADI/MEC) nos últimos 9 anos garantiram Direitos Humanos, garantiram que as pessoas com deficiência saissem da invisibilidade e se tornassem estudantes de classes comuns da escola regular e da Educação de Jovens e Adultos, e com rescursos destinados.
 O evento que mascarou a tentativa de um retrocesso
O Brasil inteiro acompanhou, pela imprensa, o lançamento do Plano “Viver Sem Limites”, do governo federal, destinado a promover a inclusão das pessoas com deficiência na sociedade. Este evento ocorreu no último dia 17 de novembro e trouxe diversas ações muito positivas para o segmento. Mas também trouxe, embutido no plano, o novo decreto que tenta desmontar as políticas de inclusão.
As Equipes do Inclusão Já! e da Rede Inclusiva – Direitos Humanos BR tomaram conhecimento da eminência do novo decreto e fez denúncia poucos dias antes do evento. Além disso, solicitaram agenda com as ministras Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Maria do Rosário (Direitos Humanos). Foram enviados e-mails e mensagens por redes sociais e nenhuma resposta foi dada.
À revelia de todo o movimento da sociedade civil organizada em defesa da Educação Inclusiva e dos pedidos de audiência, a presidenta Dilma Rousseff assinou o Decreto 7611/11, que restringe direitos e viola os preceitos constitucionais, algo totalmente contraditório com o intuito do próprio Plano “Viver sem Limites”.
Como garantir o exercício da cidadania sem o aprendizado da escola onde estudam pessoas com e sem deficiência? Como fazer com que a cultura da exclusão e a discriminação sejam extintas se são incentivadas pelo Governo? Como exercer plenamente a cidadania se espaços segregados são legitimados e regulamentados como escola? Como, diante desse retrocesso, é possível pessoas com deficiência participarem na sociedade de acordo com os 33 artigos de conteúdo da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que tem equivalência de Emenda Constitucional?
Agora se faz necessário refletir e, principalmente, lutar para garantir que o Art. 14 do Decreto 6711/11 não seja efetivado, simplesmente por ser inconstitucional. Vamos trabalhar para que o Direito Inalienável à Educação não seja violado e para que os Preceitos Constitucionais continuem a ser devidamente respeitados.
 A sociedade civil não se calará
Ao perceberem as primeiras ameaças à educação educação inclusiva, logo no começo do ano, devido à mudança do governo federal, diversas entidades que defendem a inclusão estiveram em Brasília. Um
Manifesto foi lançado (já são mais de 12 mil assinaturas, o número é crescente e, para assinar, basta clicar no link). Na ocasião, a ministra Maria do Rosário assinou o manifesto e se comprometeu a marcar uma reunião, juntamente com o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), para que nenhuma mudança fosse feita sem a participação da sociedade civil – que tanto lutou para conquistar o que, agora, tenta-se derrubar com o novo decreto. Essa reunião não aconteceu.
Educação Inclusiva é Direito Inalienável. Quem se dispõe a conduizir um país, um estado ou um município, seja em que cargo for, tem a OBRIGAÇÃO de conhecer as leis do estado brasileiro. Que comecem por estudar a nossa Constituição Federal.
Vamos enviar e-mails para a Presidência da República, para a Secretaria de Direitos Humanos, à Casa Civil, ao Ministério da Educação e parlamentares e exigir que respeitem os Direitos Fundamentais e que não rasguem a Constituição Federal.
Vamos ao Ministério Público Federal, vamos denunciar. Educação só em classe comum de Escola Regular!!! Matrícula computada em dobro pelo FUNDEB só para alunos de classe comum de escola regular com AEE!!!
Neste link, é possível enviar mensagens à presidenta Dilma Rousseff:https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php
Neste link, é possível enviar mensagens ao ministro Fernando Haddad, da Educação:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=1062
Este é o endereço eletrônico da ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil: casacivil@planalto.gov.br
Este é o endereço eletrônico da ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos: direitoshumanos@sdh.gov.br
 Assine o Manifesto
Clique
aqui para assinar online o MANIFESTO – Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência – CUMPRA-SE!
Clique aqui para mandar assinaturas de outras pessoas. É fácil, basta coletar “nome completo, cidade/estado e CPF”.
 Saiba mais
Abaixo, é possível conferir quem são os signatários do manifesto em apoio à inclusão no país:
- Link para as 3.243 assinaturas ao Manifesto em defesa da Educação inclusiva postadas pela Rede Inclusiva (número registrado até a publicação deste post).
-
Link para as 9.017 assinaturas coletadas por meio de petição online (número registrado até a publicação deste post).
-
Link para as cartas de apoio à Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (enviadas por diversas instituições).

Fonte: , , , , , , ,
http://inclusaoja.com.br/2011/11/20/educacao-inclusiva-o-brasil-nao-pode-e-nao-ira-retroceder/

22.11.11

Brasil deixa Guadalajara com a primeira posição no quadro geral de medalhas

Márcio Rodrigues/CB
Recordista: Daniel Dias mostra, orgulhoso, as 11 medalhas de ouro que faturou em Guadalajara
    
Guadalajara (México) — A delegação brasileira chegou ao Parapan-Americano de Guadalajara com o objetivo de terminar em primeiro lugar no quadro geral, feito conquistado no Rio de Janeiro, em 2007. Após oito dias de competição, os 222 para-atletas podem comemorar, pois a missão foi cumprida. Com 197 medalhas — 81 de ouro, 61 de prata e 55 de bronze —, o Brasil encerrou sua participação com boa vantagem sobre os Estados Unidos, vice-líderes, com 132 medalhas.

 “Esta é a primeira vez que chegamos na frente em um grande evento multidesportivo fora do nosso país. Deixamos para trás potências como os Estados Unidos e o México”, comemorou o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons. “Nós traçamos as seguintes metas para os próximos anos: ser sétimo nas Paraolimpíadas de Londres, primeiro no Parapan de Toronto e quinto nos Jogos do Rio de Janeiro. Estamos muito felizes, pois uma parte dessa missão já foi cumprida”, comentou, referindo-se ao sucesso em Guadalajara.

 Das 13 modalidades disputadas no Parapan, o Brasil ganhou medalhas em 12 — não foi ao pódio somente no tiro com arco. Dessas 12, em nove os brasileiros faturaram ouros — ficaram sem medalhas douradas apenas no tênis em cadeira de rodas, basquete e halterofilismo — e, em seis delas, o Brasil terminou em primeiro no quadro da modalidade — casos do atletismo (60 medalhas), natação (85), goalball (2), tênis de mesa (24), vôlei (1) e futebol (1). Além disso, a delegação bateu 68 recordes — contra 51 no Rio — em Gudalajara. Foram nove americanos, 37 parapan-americanos e dois mundiais.

“No geral, conquistamos menos medalhas do que no Rio (foram 228). Mas lá tínhamos o fator casa a nosso favor. E isso faz diferença, já que tínhamos uma delegação maior e também podíamos abrir provas que nos interessavam. Aqui, não tivemos esse privilégio”, destacou Andrew. Segundo ele, no Rio, houve 254 provas, sendo 123 de natação, esporte no qual o Brasil é um dos melhores do mundo.

 “Aqui, foram realizadas somente 86 provas de natação. Então, logicamente, diminuiu as nossas chances de medalhas. E essa modalidade tem um grande efeito no resultado geral”, explicou o presidente do CPB. Apesar disso, a natação foi novamente a maior fonte de conquistas. “A delegação é muito forte. O Daniel Dias e o André Brasil, por exemplo, dispensam comentários. Não tenho nem como descrevê-los. Temos a honra de tê-los representando o nosso país”, afirmou.
Aos 45 do segundo tempo
A última medalha de ouro do Brasil saiu na final do futebol de 5. A Seleção Brasileira masculina venceu a Argentina por 1 x 0 em um jogo disputadíssimo e que só foi decidido nos minutos finais do segundo tempo da prorrogação. O time, além de ser campeão mundial e paraolímpico, tornou-se bicampeão parapan-americano.

Fonte:
Nádia Medeiros - Correio Braziliense

4.9.11

Presidenta Dilma Rousseff Sanciona Lei que Autoriza Pessoas com Deficiência a Trabalhar como Aprendizes, Sem Perder o Benefício.

Por Redação Pantanal News/MDSA alteração na Lei Orgânica de Assistência Social autoriza pessoas com deficiência a trabalhar como aprendizes, sem perder o benefício. Também assegura que o beneficiário, se necessário, retorne ao BPC sem passar pela reavaliação médica.
Pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) poderão tentar o mercado de trabalho sem perder o benefício. A presidenta Dilma Rousseff sancionou, nesta quinta-feira (1º), conforme publicado no Diário Oficial da União, projeto de lei que altera a Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), muda a definição conceitual de pessoa com deficiência e amplia a possibilidade de inclusão profissional desse público.
Antes, a pessoa com deficiência perdia o benefício caso tivesse atividade remunerada, inclusive como microempreendedor individual. A partir de agora, o beneficiário pode ingressar no mercado de trabalho e ter o benefício suspenso temporariamente. Se nesse período o beneficiário não conseguir se manter no trabalho ou não adquirir o direito a outro benefício previdenciário, ele retorna ao BPC sem precisar passar pelo processo de requerimento ou de avaliação da deficiência e do grau de impedimento pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).   O período de suspensão não é determinado pela lei, mas o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), responsável pela gestão do BPC, proporá ao Legislativo que seja de dois anos. Embora operacionalizado pelo INSS, o BPC não é pensão vitalícia nem aposentadoria. Os beneficiários passam por revisão do INSS a cada dois anos.
Aprendiz – Outra alteração na lei permite que pessoas com deficiência contratadas na condição de aprendizes continuem recebendo o BPC junto com a remuneração salarial durante o período do contrato. “Conforme a lei trabalhista, o contrato de aprendiz é para quem tem entre 16 e 24 anos, está vinculado ao ensino e é remunerado por hora de trabalho. No caso da pessoa com deficiência, não há limitação de idade”, explica a diretora da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) do MDS Maria José de Freitas.
A lei também define que pessoa com deficiência é aquela que tem impedimentos de longo prazo (pelo menos de dois anos) de natureza física, mental, intelectual ou sensorial. Os impedimentos podem obstruirsua participação plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com as demais.
O BPC é um benefício mensal no valor de um salário mínimo concedido ao idoso, com 65 anos ou mais, e à pessoa com deficiência, de qualquer idade, que comprovem não possuir meios para se manter ou cuja família não tenha recursos para mantê-los. Em ambos os casos, é necessário que arenda bruta familiar per capita seja inferior a um quarto do salário
mínimo por mês.
O benefício é gerido pelo MDS e operacionalizado pelo INSS. O recurso para pagamento do BPC sai do Fundo Nacional de Assistência Social. A previsão orçamentária para este ano é de R$ 23,1 bilhões. São 3,5 milhões de beneficiários em todo o País, dos quais 1,8 milhão de pessoascom deficiência. 
Projeto piloto – Em parceria com a Federação Nacional das Associações para Valorização de Pessoas com Deficiência (Fenapave) e os ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego, o MDS realiza projeto piloto do BPCTrabalho em dez cidades, com o objetivo de promover a inserção de pessoas com deficiência, entre 16 e 45 anos, no mercado de trabalho.
Os municípios de São Paulo e Santo André, no interior paulista, executamo projeto desde o ano passado. Nesta quinta-feira (1º), a secretária nacional de Assistência Social, Denise Colin, assinou a ampliação do projeto para mais oito capitais: João Pessoa (Paraíba), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Recife (Pernambuco), Belém (Pará), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Teresina (Piauí), Fortaleza (Ceará) e Curitiba (Paraná).
O BPC Trabalho prevê visitas domiciliares, diagnóstico social e encaminhamento aos serviços da assistência social. Com apoio das entidades socioassistenciais, os beneficiários são avaliados quanto ao potencial de trabalho e suas demandas, identificadas para inserção
profissional. 

Fonte: Dra. Sõnia Mendes via Email.

28.8.11

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 Maiores destalhes e material acesse o link abaixo:



Pessoas com Deficiência e Obesidade


A obesidade virou uma epidemia mundial, com alimentação cada vez mais industrializada, rica em gordura e açucares, a população altamente sedentária, esta já é considerada a doença do século. Segundo, pesquisa do Ministério da Saúde cerca de 48% dos brasileiros estão acima do peso e 15% estão obesos.
Geralmente, pessoas obesas têm ou podem vir a ter problemas de colesterol, diabetes, doenças cardiovasculares, entre outros. A obesidade é agravada no caso de pessoas com deficiência, no caso de cadeirantes.
A matéria do portal Vida Mais Livre afirma que a porcentagem de pessoas com deficiência obesas é elevada, chegando a ser de duas a três vezes maior do que da população sem deficiência. A causa seria o gasto energético menor e a ingestão excessiva de alimentos gordurosos.
Como as pessoas com deficiência movimentam menos os membros, têm mais chances de engordar, por isso é importante ter alguma atividade física, fazer treinamento funcional. Cuidar da alimentação, reeducação alimentar também podem ser formas de controlar o peso e melhorar a qualidade de vida.
No caso de cadeirantes, o excesso de peso pode afetar a coluna e dificultar até na movimentação e independência da pessoa. Somado ao fato até problemas emocionais e psicológicos. Por isso, deve aliar tratamento com nutricionista, endocrinologista, com tratamento psicológico.
Cadeiras especiais
Quando uma pessoa com deficiência engorda necessita muitas vezes de trocar a cadeira de rodas, o que ela também sente no bolso. Afinal, a cadeira de rodas e sua densidade estão associadas ao peso da pessoa. Isso também aumenta o preço deste equipamento.
Fonte:

A deficiência e a Desigualdade Social


Muita gente sabe que, mesmo com a possibilidade de viver uma vida comum, as pessoas com deficiência possuem restrições em seu cotidiano. A restrição mais comentada é a falta de locomoção. Geralmente, ela sempre é associada à falta de acessibilidade, pois muitos lugares que apresentam inadequações arquitetônicas são encontrados Brasil afora.
Mas é preciso ressaltar que a falta de acessibilidade, em termos estruturais, não é a única causadora das restrições na vida de uma pessoa com deficiência. Há um problema tão grave quanto o que aqui foi apontado. Este problema tem nome. Trata-se da desigualdade social.
Em Junho, o programa “Câmera Record” exibiu uma reportagem sobre a Chapada Diamantina, localizada no estado da Bahia. No programa, foi mostrada a história de uma senhora paraplégica que não consegue andar, e, por causa disso, se locomove com a força dos braços. Quando questionada pela repórter sobre qual era o seu maior sonho, a senhora respondeu que seria a aquisição de uma cadeira de rodas motorizada para se locomover melhor.
A reportagem mostrou o alto grau de independência da entrevistada. Em alguns momentos, foi possível vê-la fazendo os afazeres domésticos e passeando pela vizinhança, sem contar com a ajuda de ninguém.
O caso citado acima serviu para mostrar que, de fato, a desigualdade social causa sérias restrições à vida de pessoas com deficiência. Por isso, algumas delas são impedidas até mesmo de sair de casa, seja pela falta de dinheiro para comprar uma cadeira de rodas ou muletas que auxiliariam na locomoção.
É preciso lembrar que a desigualdade social não atinge apenas aqueles que possuem deficiência. Milhares de pessoas sem deficiência não têm onde morar e, muitas vezes, passam fome diariamente. Por estes e outros motivos, é imprescindível que o governo trabalhe para diminuir cada vez mais a desigualdade social e, assim, possibilite que nós vivamos em um mundo cada vez justo e acessível.
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Dica de livro: Minha vida com Boris


Título: Minha vida com Boris
Autor: Thays Martinez
Gênero: Biografia e Memória
Páginas: 144
Formato: 13,7 x 20,8 cm
Editora Globo
A dica literária é o livro lançado recentemente pela escritora Thays Martinez. Minha vida com Boris conta a historia dela com seu cão-guia, Boris, que morreu em 2009, aos 12 anos, vítima de um tumor no coração.
Thays conta no livro o cotidiano de conviver com a deficiência visual e sua relação com um dos primeiros cães-guia do Brasil. Em entrevista à revista TPM, ela disse: “Hoje eu consigo falar do Boris numa boa, mas no começo foi muito difícil. Ele realmente foi um cão genial e parece que ele tinha consciência disso”.
A escritora, que também é advogada, não tem a visão desde criança como sequela de uma caxumba. “A única coisa que me lembro são as cores”, comentou na reportagem.
Graças ao apoio de seus familiares, Thays pôde ir para os Estados Unidos para conhecer um programa de treinamento de cães-guia, onde conheceu Boris e permanecerem um mês juntos.
Quando voltou ao Brasil, ela já se sentia totalmente segura na companhia de Boris. Com o cachorro, ela, que já tinha feito faculdade e tinha um emprego, foi atrás de novas realizações que a vida antes não a permitia.
Pelo uso de cão-guia ser raro no Brasil, ela enfrentou dificuldades para que seu cachorro entrasse em locais públicos, como estações de metrô, mas ela não desistiu e lutou pelos seus direitos.
Por causa de sua insistência, foram editadas e aprovadas leis estaduais e federais que obrigam esses locais a aceitar a presença de um cão-guia.
Atualmente, seu guia é Diesel, mas Boris fará sempre parte da vida dela.
A publicação possui uma versão impressa e outra em audiolivro.
Fonte:

Anac anuncia rever resolução sobre acessibilidade de pessoas com deficiência em aeroportos

A Agência Nacional de Aviação Civil vai rever a resolução sobre acessibilidade nos aeroportos para melhorar o atendimento aos passageiros com deficiência e mobilidade reduzida. O anúncio foi feito, na quarta-feira, dia 10 de agosto, durante a audiência pública na Comissão de Direitos Humanos que debateu o tema. A resolução está em vigor desde 2007 e traz as obrigações das companhias aéreas e da administração aeroportuária no atendimento às pessoas com deficiência. O superintendente de segurança operacional da Anac, David Neto, afirmou que houve avanços de acessibilidade nos aeroportos, mas admitiu a necessidade de melhorias.
Cadeirante, a deputada Rosinha da Adefal, do PT do B de Alagoas, questionou, por exemplo, como os aeroportos brasileiros vão receber os atletas dos Jogos Paraolímpicos de 2016 se a atual resolução da Anac prevê que o número de cadeirantes por aeronave deve obedecer a um limite de 50% dos tripulantes de cabine. David Neto explicou que esse limite é estabelecido por segurança operacional. Segundo ele, a resolução está em processo de revisão e as novas normas serão submetidas à consulta pública antes da publicação. "Estamos revendo a resolução 9/07 de uma forma bastante técnica, estudando o assunto com a importância que ele merece. A Anac, as empresas aéreas e as administrações aeroportuárias sabem que o assunto é importante e requer uma dedicação maior e que essa nova resolução traga melhorias nas condições de transporte desses passageiros."
David Neto garantiu que a fiscalização da Anac quanto à acessibilidade é firme. Desde 2007, a agência autuou empresas aéreas 123 vezes e órgãos de administração aeroportuária, 142 vezes por descumprimento das normas. A Infraero informou que trabalha com base em um plano de ação até 2013 para a plena instalação de equipamentos e serviços de acessibilidade nos 66 aeroportos administrados pela empresa.
A representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ângela Cunha, também anunciou que o órgão vai trabalhar, junto com a ABNT, na normatização dos equipamentos complementares de acessibilidade, como as passarelas telescópicas usadas para o embarque e desembarque dos deficientes nas aeronaves.
Entidades ligadas aos usuários reclamaram muito do atual atendimento. Foi o caso do vice-presidente da Associação Nacional em Defesa dos Passageiros do Transporte Aéreo, Alcebíades Santini. "Nós temos uma situação assim: total falta de infraestrutura e falta de planejamento e gestão competitiva. E esse loteamento de cargos em funções técnicas é extremanente grave. Não temos investimento tecnológico."
Deputados cadeirantes, como Rosinha da Adefal, Walter Tosta, do PMN, e Mara Gabrilli, do PSDB, relataram vários dos problemas que vivenciam no dia-a-dia dos aeroportos brasileiros. Eles citaram dificuldades e constrangimentos no embarque, desembarque e revista de passageiros e nos banheiros das aeronaves; casos de extravio de cadeira de rodas, e até a história de um passageiro cego que foi proibido de entrar na aeronave com cão-guia.
Segundo Walter Tosta, o objetivo da audiência foi sensibilizar os órgãos reguladores e fiscalizadores quanto à implementação efetiva da acessibilidade, a fim de garantir a plena circulação da pessoa com deficiência. "Para que ele possa realmente fazer uso da aeronave e de suas passagens para que ele tenha um conforto e não passe por tantos constrangimentos como têm ocorrido hoje."
Walter Tosta é autor de um projeto de lei (PL 435/11) que disciplina o uso de passarelas fingers e ambulift, usadas no embarque e desembarque de passageiros com deficiência. O texto está em fase inicial de tramitação.

Fonte: Portal da Câmara dos Deputados

Pessoas com Deficiência física poderão trabalhar como motorista

O juiz federal Danilo Almasi Vieira Santos, da 10.ª Vara Cível de São Paulo, liberou que pessoas com deficiência física trabalhem como condutores de veículos no País. A sentença permite que eles possam obter habilitação para dirigir veículos destinados a transporte de carga, de passageiros e veículos conjugados - caminhões, vans, micro-ônibus, ônibus, carretas e trailers, por exemplo.
A sentença, proíbe o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de fazer qualquer restrição aos portadores de deficiência em relação a atividades remuneradas na direção de veículo automotor. Como base para a decisão, o juiz federal evocou princípios constitucionais que garantem a igualdade de tratamento e exercício pleno de direitos individuais e sociais aos portadores de deficiência, incluindo o direito ao trabalho. O Ministério das Cidades, pasta à qual o Contran está vinculado, não se manifestou ontem sobre a decisão.
Por causa de liminar de dezembro de 2007, depois de uma ação civil pública movida pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal em São Paulo, o Contran já havia sido obrigado a publicar uma resolução em 2008 alterando proibições feitas anteriormente - que vedavam habilitação de pessoas com deficiência para as categorias profissionais da Carteira Nacional de Habilitação (CNH)"C", "D" e "E".
Em 1998, a Resolução 51 do Contran - órgão responsável por normatizar o trânsito no País - proibia "atividade remunerada ao condutor de veículos adaptados". Esse item tem de ser declarado, segundo a sentença de Vieira Santos, "ilegal e extirpado definitivamente do ordenamento jurídico brasileiro" - o Contran está proibido de restaurá-lo em outro ato administrativo, porque foi considerado inconstitucional no julgamento do mérito do processo.
A decisão judicial, portanto, garante ao portador de deficiência o direito de exercer a atividade remunerada na condução de veículos, respeitado o mesmo processo de emissão e renovação da CNH profissional pelo qual uma pessoa sem deficiência tem de passar.
Táxi

"Sou taxista há muito tempo e nunca vi uma pessoa com deficiência na praça. Se existe, não conheço", afirma Natalício Bezerra Silva, presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, dando uma ideia da dificuldade de inserção do deficiente no mercado.
Fonte: O Estado de São Paulo

Ipad ajuda pessoas com deficiência



Noah Rahman é um garoto que possui paralisia cerebral moderada. Essa deficiência faz com que sua maneira de se comunicar e seus movimentos superiores e inferiores de seu corpo sejam afetados. Aos dois anos de idade sua maneira de falar e suas habilidades motoras e cognitivas foram diagnosticadas por um especialista como se ele estivesse um ano atrasado em relação às outras crianças. Neste mesmo ano o garoto ganhou um iPad e, a partir daí esse diagnóstico passou a mudar.
Quatro meses depois sua linguagem e cognição já se encontravam de acordo com o nível de sua faixa etária e suas habilidades motoras apresentaram avanços.
Hoje Noah está com três anos de idade. Ele passa de uma a duas horas por dia com seu iPad. De acordo com o que informa o site Mashable, o garoto utiliza aplicativos de leitura e escrita em três idiomas: árabe, inglês e espanhol. No próximo outono ele passará a frequentar uma sala de aula para crianças de cinco anos. Seu pai, Sami Rahman é co-fundador de uma comunidade de pais, terapeutas e educadores, a SNAapps4Kids. Seus membros, usuários de iPhones, iPods touch, iPads e Androids compartilham experiências e informações sobre como ajudar crianças com necessidades especiais.
A comunidade acredita que dispositivos como estes são a nova tendência para auxiliar essas pessoas, principalmente o iPad, que já possui cerca de 40 mil aplicativos dedicados a pessoas com as mesmas dificuldades de Noah.
Já Michelle Diament, co-fundadora da agência de notícias Disability Scoop, voltada para a publicação de informações sobre deficiências de desenvolvimento, afirma que essas pessoas se sentem mais incluídas socialmente também, já que hoje esses dispositivos passaram a ser adotados por uma grande parte da população.
Fonte: Digerati
Foto: Reprodução:Mashable
Texto: Andréia Regeni

Projeto de Lei prevê que escolas ensinem Libras aos alunos surdos



Projeto quer que Libras se torne componente curricular obrigatório para esses alunos. Condições serão definidas pelas escolas.
A comunicação com os estudantes com deficiência auditiva em todos os níveis e modalidades da educação básica, nas instituições públicas e privadas de ensino, poderá ser obrigatoriamente feita por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). É o que prevê projeto do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) aprovado nesta quinta-feira (11) em Plenário. A matéria ainda deve ser analisada pela Câmara dos Deputados.
O projeto inicial previa que a Libras seria componente curricular obrigatório, inclusive para os alunos ouvintes, mas emenda acatada restringiu essa obrigação apenas aos alunos surdos. Desta forma, as escolas terão três anos, a partir da publicação da lei, para montar estrutura e ensinar Libras aos alunos surdos, que terão o direito de comunicar-se por meio desse sistema linguístico.
O texto aprovado diz ainda que as condições para a oferta de ensino de Libras serão definidas em regulamento dos sistemas de ensino, que detalharão a necessidade de professores bilíngues, de tradutores e intérpretes e de tecnologias de comunicação em Libras. Também fica aberta a possibilidade de acesso da comunidade estudantil sem deficiência auditiva e dos pais de alunos com deficiência auditiva ao aprendizado de Libras.
A Libras é definida pela Lei 10.436/02 como um sistema linguístico de natureza visual-motora e com estrutura gramatical própria. Reconhecida por essa legislação como meio legal de comunicação e expressão, a Libras pode ser ensinada nos cursos de professores para o exercício do magistério.

Fonte:
Agência SenadoSite externo.

7.8.11

Bibliotecas e livrarias poderão adaptar-se para atender pessoas com deficiência

 

Livro aberto com as páginas em branco
 
Tramita na CâmaraSite externo. o Projeto de Lei 319/11, do deputado Walter TostaSite externo. (PMN-MG), que obriga livrarias e bibliotecas públicas ou privadas a providenciar meios de acesso aos seus acervos para as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.
Além disso, esses estabelecimentos deverão dispor de pelo menos um exemplar impresso em braile para cada título do seu acervo. Para as pessoas com deficiência que, por qualquer razão, não puderem realizar a leitura em braile, a biblioteca deverá dispor de arquivo em áudio do título desejado, ou então de funcionário capaz de ler o texto.
Arquivo em áudio
Conforme a proposta, o arquivo em áudio da biblioteca deverá contar com fones de ouvido, para prover acesso efetivo ao livro desejado. Para o caso de retirada do arquivo em áudio para sua execução em local diverso, deverão ser disponibilizados CD ou mídia equivalente compatível com os computadores domésticos.
Os arquivos em áudio deverão ser protegidos contra cópias não permitidas. Em caso de disponibilização de funcionário para a leitura do material desejado, a biblioteca deverá disponibilizar espaço reservado, de modo que a leitura em voz alta não atrapalhe as demais pessoas que utilizam o espaço.
O projeto obriga as bibliotecas também a instalar rampas de acesso, mesas e estações de leitura adaptadas para receber cadeirantes, inclusive com suportes de mesa para livros. Aquelas com mais de um pavimento, e sem condições físicas para as rampas de acesso, deverão dispor de elevadores capazes de prover o deslocamento das pessoas com deficiência ao piso superior.
Sinalização visual
As bibliotecas deverão possuir sinalização visual indicativa da localização dos seus setores internos e externos, de modo que os deficientes auditivos possam ter pleno acesso e orientação.
De acordo com o projeto, todas estas disposições, “no que couber”, aplicam-se também às livrarias.
Walter Tosta afirma que seu objetivo é “proteger o direito social dos seres humanos que necessitam de assistência especial”. Ele explica que o projeto pretende “alcançar um patamar civilizatório mínimo e satisfatório a todos aqueles que buscam a leitura de obras contidas em bibliotecas, públicas ou privadas, ou aquisição de obras literárias em livrarias”.
O deputado lembra que, pela Constituição, a educação é direito social. Portanto, diz ele, o acesso à leitura é dever do Estado e direito de todos. “É sabido que a educação, a informação e o acesso às obras didáticas ou culturais, promovem a ampliação da capacidade técnica e do padrão cultural ostentados pelo nosso povo, de uma forma que promove indistintamente melhorias na qualidade de vida, nos avanços das pesquisas em geral, do ensino, bem como de toda a bagagem intelectual que uma nação é capaz de produzir”.
Tramitação
A proposta foi apensada ao PL 7699/06, do Senado, que institui o Estatuto do Portador de Deficiência e está pronto para a pauta do Plenário.

Fonte: Agência Câmara de NotíciasSite externo. e http://www.vidamaislivre.com.br/noticias/noticia.php?id=3653&/bibliotecas_e_livrarias_poderao_adaptar_se_para_atender_pessoas_com_deficiencia

VI Congresso Brasileiro Multidisciplinar de Educação Especial e V Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial

ABPEE
O VI Congresso Brasileiro Multidisciplinar de Educação Especial (CBMEE) terá como tema Inclusão:Pesquisa e Ensino.
O evento é realizado juntamente com a ABPEE - Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial, por meio do VII Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial.
Trata-se de importante evento na área e tem como objetivo congregar profissionais da Educação Especial e áreas afins com a finalidade de discutir e disseminar conhecimentos produzidos por pesquisadores e alunos de pós-graduação. Está classificado no Qualis B1 da Capes.
O evento, nos últimos anos, assumiu o caráter de congresso bianual e, no ano posterior ao congresso, tem alcançado a meta de publicação de coletâneas de livros sobre os temas discutidos nas mesas redondas e conferências e, também, os trabalhos apresentados no evento. Esses trabalhos eram analisados por comitê científico do evento e, posteriormente, por comitê científico para publicação em livro, mas na edição desse ano não será possível fazê-lo, na medida em que a CAPES deixou depontua-los para a avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu. A meta do presente ano é a participação de vários programas de Pós-graduação de várias Universidades do Brasil que trabalham com a temática.

Para maiores informações, clique no link abaixo:

Estudante paraplégico 'anda' em formatura usando exoesqueleto

Pesquisadores da Universidade de Berkeley queriam ajudar Austin Whitney a receber o diploma de pé

Um estudante paraplégico americano conseguiu andar em sua formatura com a ajuda de um exoesqueleto desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Berkeley, onde ele estudou.

Diante de uma plateia de 15 mil pessoas, Austin Whitney usou um controle em um andador para acionar o exoesqueleto amarrado às suas pernas e dar os tão esperados sete passos para receber o diploma em Ciência Política e História.
"Foi realmente além dos meus sonhos mais incríveis", disse Whitney. "No segundo em que eu apertei o botão e me levantei, eu fui inundado por uma série de emoções."
Ele descreveu como os altos e baixos de sua vida passaram por sua mente enquanto ele andava, desde o momento em que ele ficou paraplégico quatro anos atrás em um acidente de carro até o dia em que ele descobriu que havia sido aceito pela Universidade de Berkeley. "Foi realmente impressionante", disse ele.
O exoesqueleto que ajudou Whitney a andar depois de anos foi desenvolvido por uma equipe de alunos de pós-graduação liderada pelo professor de engenharia mecânica Homayoon Kazerooni.
Austin Whitney trabalhou com a equipe durante meses, testando a estrutura robótica e dizendo o que funcionava e o que precisava de ajustes. Em homenagem a ele, o exoesqueleto foi batizado de "Austin".
Tecnologia militar A tecnologia que ajudou Whitney a andar começou a ser criada em 2002, quando Kazerooni recebeu um financiamento do Departamento de Defesa americano para inventar um aparato que permitisse que pessoas carregassem enormes cargas por longos períodos.
Segundo o departamento de imprensa da universidade, a ideia na época era ajudar pessoas como médicos militares carregando um soldado ferido ou bombeiros que precisam subir escadas com equipamento pesado.
Quatro anos depois, foi criado o Bleex (Berkeley Lower Extremity Exoskeleton). O dispositivo tem uma mochila que se conecta às pernas da pessoa e usa sua própria fonte de energia para movê-las sem colocar pressão desnecessária sobre os músculos.
Mas o professor tinha planos mais ambiciosos para o exoesqueleto: ajudar pessoas que não podem andar.
Embriagado O acidente que colocou Whitney em uma cadeira de rodas aconteceu no dia 21 de julho de 2007, quando ele assumiu a direção do carro após ter consumido bebidas alcoólicas.
Seu melhor amigo quase morreu e Whitney quebrou a coluna e ficou paraplégico. "Foi minha culpa", disse ele.
"Eu fiquei com muita raiva de mim mesmo, mas percebi que tinha duas escolhas: eu podia viver no passado e me encher de pena ou enfrentar a adversidade na minha vida e impedir que isso enterrasse meu objetivos, sonhos e aspirações."
Após entrar para a universidade, Whitney passou a dar palestras para estudantes sobre os perigos de beber e dirigir.
Ele também disse esperar que o sucesso da caminhada em sua formatura dê esperanças a outros paraplégicos de que eles um dia possam contar com máquinas de preço acessível que os ajudem a recuperar alguma mobilidade.
"Esta tecnologia pode ser usada por um grande número de pessoas e esta é nossa missão", disse Kazerooni.
"Estamos dizendo à comunidade que isso é possível. Este é apenas o começo de nosso trabalho."

Homem com paralisia cerebral completa Maratona de Londres após 51 dias




O ex-dublê britânico Eddie Kidd, que sofreu paralisia cerebral em um acidente há quinze anos, completou a Maratona de Londres, 51 dias depois do início da prova.
Eddie Kidd começou a maratona com os demais competitores no dia 17 de abril.
Ao longo de mais de 40 dias, já que ele descansava aos domingos, Kidd percorreu diariamente cerca de 1,5 km do trajeto, com auxílio de um apoio especial para caminhar e uma equipe de amigos e familiares ao seu redor.
O ex-dublê caminhava oito horas diárias e dormia 12 horas por noite. A maratona de 42 km foi exaustiva, e Kidd precisou receber massagens nos pés para suportar as dores.
No dia 06 de Junho ele ultrapassou a linha de chegada perto do Palácio de Buckingham, em Londres, e foi recebido com festa e um banho de champagne por amigos e admiradores.
Eddie Kidd, que foi dublê em alguns filmes da série 007, sofreu danos cerebrais ao pular com uma motocicleta sobre diversos carros em 1996.
Assista ao vídeo no link abaixo:

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,homem-com-paralisia-cerebral-completa-maratona-de-londres-apos-51-dias,729002,0.htm

6.8.11

PL quer garantir pensão à deficiente intelectual empregado

  
Um projeto de lei, de autoria do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) e que está em tramitação na Câmara, quer estender para após os 21 anos o direito à pensão às pessoas com deficiência intelectual ou múltiplas, desde que sejam judicialmente declarados absoluta ou relativamente incapazes, mesmo que exerçam atividade remunerada. A proposta também prevê direito ao pagamento em caso de morte do segurado.
Também é considerado dependente, no projeto, a pessoa com deficiência que, mesmo não sendo considerada “inválida” e tendo mais 21 anos, “apresente limitação do desempenho de atividade e restrição da participação, com redução efetiva e acentuada da capacidade de inclusão social”.
Modificações na lei
O PL altera a Lei de Benefícios da Previdência (8.213/91). Nela, os filhos ficam na condição de dependentes dos pais ou irmãos até os 21 anos de idade. Depois disso, continua sendo dependente quem comprovar dependência financeira em relação ao segurado ou for considerado “inválido”, fator que poderia interferir que o dependente tivesse um emprego, segundo a proposta.
Morte do segurado
Em caso de falecimento do segurado, o pagamento do benefício dependeria de avaliação médica, que levará em conta os princípios da Classificação Internacional de Funcionalidades, Incapacidade e Saúde (CIF) da Organização Mundial da Saúde. O pagamento seria de 70% do valor que o segurado recebia ou do qual teria direito se estivesse aposentado na data de sua morte.
Justificativas do autor
No projeto de lei, o deputado Eduardo Barbosa comenta, entre outras coisas, das dificuldades que as pessoas com deficiência intelectual ou múltiplas enfrentam para conseguir e se manter no emprego. O parlamentar apontou ainda, em outras palavras, a família, temendo que a pessoa com tais deficiências perca a condição de dependente, acaba não estimulando o ingresso desta pessoa no mercado de trabalho.
Por fim, Barbosa justificou que “a pessoa com deficiência que fica fora do mercado de trabalho, ao perder seus pais e não poder acessar o benefício de pensão por morte, mesmo dependendo deles se não de direito, de fato, passa a viver uma situação de desproteção social por falta de renda, justamente a provisão que se espera da previdência social”.
O projeto de lei tramita em caráter conclusivo e deverá ser analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
*Para ler o PL na íntegra, clique aqui e baixe o arquivo em PDF localizado na parte superior da página.
* Com informações do Correio do Brasil, da Agência Câmara e do site da Câmara dos Deputados.
Fonte:http://www.guiainclusivo.com.br/2011/08/pl-quer-garantir-pensao-a-deficiente-intelectual-empregado/

Surfe Especial


Quem não gosta de sol, praia, verão; olhar o ir e vir das ondas, escutar o barulho do mar, admirar o horizonte, nadar, ou quem sabe surfar? O surfe é uma prática desportiva que se popularizou na década de 50, nos Estados Unidos.

O esporte sempre está associado a um estilo de vida, a sensação de liberdade, de contato e respeito à natureza, além da qualidade de vida e de alimentação mais saudável de quem o pratica.

Robson Careca, surfista desde os 12 anos e professor de surfe, comentou outros benefícios. “O surf proporciona saúde, qualidade de vida, contato com meio ambiente, aprender o cuidado com uso da água, respeito ao próximo e etc”.

Surfe adaptado

Após, um acidente de carro em 1998, quando voltava de Ubatuba (SP), o atleta ficou paraplégico e depois de oito meses resolveu voltar a entrar no mar. Ele foi um dos pioneiros a adaptar pranchas para pessoas com deficiência. Assim, teve a ideia de criar o projeto “Surf especial” em que dá aulas, como uma maneira de proporcionar qualidade de vida também para pessoas com algum tipo de deficiência.

“Depois de um ano, consegui desenvolver técnicas e adaptações nas pranchas para segurar, para dar mais equilíbrio de tronco. Tenho 16 pranchas. Existem adaptações para paraplégicos, tetraplégicos, para quem tem paralisia cerebral, para cegos com piso tátil direcional e até para quem tem síndrome de down”, diferencia Robson.

Como o surfista percebeu que existia a dificuldade de mobilidade de pessoas que moravam no interior, criou atividades em algumas cidades em rios, lagos e represas. Mesmo sem onda, as pessoas que tem receio do esporte radical podem deitar na prancha e remar.

O projeto “Surf especial” tem crescido e funciona nas cidades Caraguatatuba, São Sebastião, litoral norte de São Paulo.  Robson também tem levado a ideia do mesmo para várias regiões como: Nordeste e Sul. Ele ao mesmo tempo dá palestras e tenta promover a ideia da acessibilidade para as cidades por onde promove cursos de surfe.

O esporte além de promover a inclusão, pois enquanto a pessoa surfa muitas vezes está acompanhada de parentes e outras pessoas, ajuda na qualidade de vida e na saúde. “Primeiro coloco a pessoa no colchão inflável, ela fica na beira, depois colocamos na prancha e já vamos falando da alimentação. Às vezes a pessoa tem problema de pressão, obesidade e etc”, completa.

Caso você fique interessado e quiser mais informações, pode entrar no site:
 
http://www.surfespecial.com.br/
 http://tursurfadaptado.blogspot.com/

E-mail Robson Careca:
robsonwaves2000@yahoo.com.br

Fonte: http://www.guiainclusivo.com.br/2011/05/surfe-especial/

Surdocegueira/Múltipla Deficiência Sensorial

Aos pais de crianças com Deficiência Intelectual e Transtornos Abrangentes do Desenvolvimento

25.7.11

Dica de filme: Mary e Max (Ela, uma menina q sofre Bullying. Ele, tem Síndrome de Asperger)


Desenho para adultos. Quem vê uma animação de massinha, logo pensa, isso é filme para crianças. Mas, quem assiste a ”Mary e Max” rapidamente percebe que o filme não tem nada de infantil.
Ele conta a história da menina Mary, solitária, que vive em Melbourne (Austrália) e começa a se corresponder, por meio de cartas, com Max. Max é um senhor judeu de 44 anos que mora sozinho, em Nova York.
Os dois descobrem a cumplicidade e dividem o mesmo sentimento de se sentirem diferentes do restante das pessoas. Max tem a síndrome de Asperger. O transtorno causa isolamento, quadros depressivos, além de apresentar inteligência rara e fixação por determinados assuntos.
Os personagens se unem e acontece uma troca de conhecimentos e carinho, entre diferentes gerações, muito comovente. Ele consegue responder às inúmeras perguntas e dúvidas de uma menina curiosa, de sete anos, que está aprendendo a viver. O filme nos leva a refletir sobre diversos assuntos como bullying, alcoolismo, autismo, religião, confiança e amizade.
Não tem como não se emocionar com o premiado longa-metragem. O diretor australiano Adam Elliot consegue fazer as pessoas repensarem sobre a vida, sobre os valores e a importância da amizade que acontece quando nos identificamos com o outro, com suas dores e alegrias.
Facilmente nos identificamos com os personagens. O stop-motion foi muito bem feito, os bonequinhos chegam a expressões muito humanas. A narrativa é dividida em dois blocos gera dinamismo e ritmo a trama. O diretor mudou o tom de cor da filmagem de Mary (tons sépia) e Max (branco e preto com detalhes em vermelho) que tornou o longa intimista.
Uma boa dica de filme para quem quer se emocionar e gosta de refletir sobre a vida e o valor das amizades. Assista ao trailler abaixo e confira!

video


22.7.11

CIRURGIA GRATUITA DIA 06 E 07 DE AGOSTO NA UFRJ PARA LÁBIO LEPORINO E FENDA PALATINA

Faça uma criança feliz!
Cirurgias gratuitas de lábio leporino e fenda palatina, nos dias 6 e 7 de agosto, no hospital do fundão (UFRJ - ILHA DO GOVERNADOR - RJ)
A PARTIR DAS 8H
INFORMAÇÕES:  (21) 7152-3855 e (11) 3443-1710
* É oferecido alojamento para pacientes e acompanhantes.

15.7.11

João Preste Atenção - Livreto sobre Dislexia!

Dificuldades de Aprendizagem:Um outro Olhar

Deficiência Múltipla (MEC) - Saberes e Práticas da Inclusão

Vídeos da TV Escola sobre Inclusão



PARA ACESSAR, CLIQUE ABAIXO:

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/ResultadoPesquisaObraForm.do?first=18&skip=0&ds_titulo=&co_autor=&no_autor=&co_categoria=100&pagina=1&select_action=Submit&co_midia=6&co_obra=&co_idioma=&colunaOrdenar=null&ordem=null

Braille Virtual: aprendendo Braille na Internet

Uma das dificuldades do deficiente visual é que os demais à sua volta não conhecem o Sistema Braille de leitura para cegos. O Braille Virtual é um curso on-line baseado em animações gráficas e destinado à difusão e ensino do sistema Braille a pessoas que vêem.
O Braille Virtual é uma animação gráfica que pretende facilitar o aprendizado do sistema. Com os símbolos divididos em grupos de 10, o usuário poderá perceber primeiramente quais pontos formam cada letra Braille. Num segundo momento há a repetição de cada letra, no intuito de facilitar a memorização. Terminada a animação, o usuário pode clicar em cada célula Braille disposta para repetir o aprendizado. A partir do segundo grupo de letras, ao se acrescentar ou retirar apenas um ponto do grupo anterior, forma-se um novo grupo de letras, acelerando o processo. O Braille Virtual é um curso livre e não oferece certificado.
Clique aqui para acessar o curso: 
http://www.braillevirtual.fe.usp.br/pt/Portugues/braille.html